Identidade, diversidade e pertencimento estão no centro de Ina – Mistura das Cores, livro infantojuvenil da artista e escritora baiana Cecília Barros, que acaba de chegar ao público. A obra acompanha as experiências de Ina e sua convivência com familiares e outras crianças para abordar as diferentes formas de ser, as histórias que atravessam cada pessoa e a importância de reconhecer e valorizar as diferenças desde a infância.
O livro foi lançado durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), e agora inicia uma agenda de circulação literária que acontece entre os dias 17 e 27 de setembro. A programação reúne vivências literárias e artísticas, encontros com diferentes públicos e ações de divulgação da obra em espaços culturais e eventos artísticos de Feira de Santana e no território Payayá, em Utinga, na Chapada Diamantina.
Com uma narrativa acessível, o livro aborda temas como diversidade étnico-racial, representatividade, colorismo, padrões de beleza, ancestralidade e respeito às diferenças. A obra também dialoga com as diretrizes das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que orientam a educação brasileira para o reconhecimento e a valorização das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas.
A ideia de Ina – Mistura das Cores surgiu do desejo de criar uma história em que diferentes crianças pudessem se reconhecer e compreender que não existe uma única maneira de ter uma história, uma aparência ou um lugar de pertencimento. A construção da personagem reúne elementos da trajetória da autora ligados à literatura, educação, arte, memória e território.
“Espero que, quando a obra chegar às mãos das pessoas, aconteça algo mágico: que a criança, ou mesmo o adulto, abra o livro, olhe para aquelas cores e pense: eu também posso misturar as minhas cores. E, se isso acontecer, este livro terá cumprido o seu destino”, afirma Cecília.
A diversidade também é abordada pela autora a partir de sua experiência como pessoa que integra o espectro autista. Embora o livro não tenha como tema central a neurodivergência, Cecília considera que reconhecer diferentes formas de ser, sentir, perceber e estar no mundo faz parte da construção de uma sociedade mais inclusiva.
“Eu também caminho nesse território da neurodivergência. E, quando olho para Ina, vejo uma menina dizendo: eu não preciso escolher uma única cor para existir. E nós também não precisamos. Podemos ser muitas cores, muitas histórias, muitos começos, muitas possibilidades. Porque pertencimento é poder existir sem diminuir quem somos”, destaca.
Uma obra construída de forma independente
A concepção e realização de Ina – Mistura das Cores foi realizada integralmente por Cecília Barros. Da criação da história e escrita à revisão, edição, produção das ilustrações e organização da obra, todo o processo criativo foi realizado de forma independente.
Para a autora, a construção do livro também foi marcada por um período de criação silenciosa, persistência e encontros. Nesse percurso, o Instituto TeaColher aparece na obra como apoio institucional, representando acolhimento, escuta e incentivo em uma etapa da caminhada.
“Criar uma obra independente pode ser um caminho muito solitário. Às vezes, a gente precisa de testemunhas: pessoas e espaços que nos ajudem a lembrar que não estamos sozinhas e que aquilo em que estamos acreditando pode, de fato, existir”, afirma.
Literatura como experiência coletiva
O lançamento do livro também acontece através da Rede de Elos Literários, proposta desenvolvida por Cecília para aproximar literatura, arte, escola, família e comunidade e contribuir na democratização da literatura
A iniciativa prevê vivências literárias e artísticas em escolas a partir da leitura de Ina – Mistura das Cores. As atividades trabalham temas como identidade, pertencimento e diversidade por meio de diferentes linguagens artísticas, incluindo pintura e o uso do espelho como recurso de reconhecimento de si.
A proposta busca transformar o acesso ao livro em uma experiência coletiva. Após a vivência, as crianças podem participar de uma dinâmica de construção de “elos”, mobilizando familiares, amigos e pessoas da comunidade para contribuir com a aquisição da obra. Cada criança recebe uma cartela com dez elos, e cada um corresponde a uma contribuição de R$ 5. A criança apresenta a proposta às pessoas de sua rede, que podem contribuir com um ou mais elos. Ao completar os dez elos, totalizando R$ 50, ela recebe um exemplar de Ina – Mistura das Cores com dedicatória da autora.
Programação de setembro:
17/09 – CUCA | Aberto das Artes – Feira de Santana
Vivência Literária e Artística “As cores que moram em mim”, inspirada em Ina – Mistura das Cores.
18/09 – Casarão Olhos d’Água – Feira de Santana
Pela manhã, Vivência Literária e Artística “As cores que moram em mim”, dentro da programação em comemoração ao aniversário de Feira de Santana.
- À noite, participação de Cecília Barros em mesa redonda da exposição “Cidade Velha Boiada”, ao lado de outros artistas.
24 a 27/09 – Território Payayá | Cabeceira do Rio Utinga
Participação em programação no território, com apresentação e exemplares de Ina – Mistura das Cores para a divulgação e circulação
- Venda e mais informações: pelo Instagram @travessiascultural
SOBRE: Cecília Barros é mulher negra, artista, escritora, historiadora, educadora, advogada e ativista do movimento de mulheres negras. Sua trajetória reúne literatura, educação, arte, memória, identidade e pertencimento. É licenciada em História, bacharel em Direito, possui formação em Turismo e Hotelaria, Magistério e especialização em Africanidades. Atualmente, cursa pós-graduação em Educação Escolar Indígena e Quilombola pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Em sua produção artística e literária, desenvolve trabalhos voltados à valorização da diversidade, das relações étnico-raciais, das memórias e dos territórios. É autora de Ybirá do Barro (2025), Il Mielograno, publicado na Itália, e Ina – Mistura das Cores.
AUTORIA: Gi Santana Assessoria de Imprensa - Kelly Bouéres
MÁRCIA PORTO APRESENTA SHOW "A TERRA FALA" NO TEATRO CARLOS PITTA NO CENTRO DE CONVENÇÕES NESTA SEXTA
Numa atmosfera sensível e intimista, a espetáculo reúne composições autorais, clássicos da Música Popular Brasileira e repertório socioambiental, costurados por intervenções literárias e momentos cênicos que valorizam a cultura nordestina, os saberes populares e a memória afetiva.
A cantora Márcia Porto apresenta o show “A Terra Fala” nesta sexta-feira (11), às 20h, no Teatro Carlos Pitta, no Centro de Convenções de Feira de Santana. Um espetáculo musical acústico que une música, poesia e interpretação cênica para refletir sobre justiça climática, cultura de paz e a relação ancestral entre humanidade e natureza.
Numa atmosfera intimista, o espetáculo reúne composições autorais, clássicos da MPB e repertório socioambiental, costurados por intervenções literárias e momentos cênicos. O show conta com a participação dos cantores Jurandy da Feira, Roberto Kuelho e Felipe Sá, além de uma intervenção poética da atriz e diretora teatral Neide Kocca.
Segundo Márcia Porto, o show nasceu da necessidade de usar a arte como ferramenta de diálogo com o público e como chamamento para a responsabilidade universal que todos devem ter. “Há uma grande preocupação com os desastres climáticos, mas é importante observar que cada pequena ação nossa tem uma reação na natureza. Essa consciência da justiça ambiental tem que começar dentro de casa”, observa a artista.
“Ações simples, como o cuidado ao descartar uma lâmpada ou uma bateria de celular, não jogar lixo na praia e orientar parentes e amigos sobre a importância de cuidar da natureza. Nós vamos cobrar dos governantes, mas também temos que fazer nossa parte enquanto comunidade”, frisa Márcia.
“Eu acredito que dialogar através da arte sobre esse chamamento à nossa responsabilidade individual é de grande importância”, finaliza.
Márcia Porto se apresenta acompanhada pelos músicos João Machado, Rogério Ferrer, Tawney, Bruno Katita, Roni Santini, Alan Rabelo e Cezahr Campos. A entrada é gratuita, mediante reserva pela plataforma Sympla. Garanta seu lugar e venha celebrar a Terra numa noite especial.
SERVIÇO
- Show: Márcia Porto – A Terra Fala
- Quando: Sexta-feira (11)
- Onde: Teatro Carlos Pitta, no Centro de Convenções de Feira de Santana
- Horário: 20h
- Endereço: Rua Tupinambás, 69, bairro São João
- Ingressos gratuitos: https://www.sympla.com.br/evento/marcia-porto-a-terra-fala/3558773
AUTORIA: Release da Vamo Assessoria - Roberto Kuelho
FEIRA NOISE TEM INSCRIÇÕES ABERTAS PARA EXPOSITORES DA FEIRA DE CAMMELÔ 2.0 E PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO
Os interessados podem enviar suas propostas pelo WhatsApp (75) 98122-8989, informando o espaço de interesse e apresentando o trabalho ou empreendimento.
Além da música, o Feira Noise também é um espaço de encontro, circulação e valorização da produção independente. Com realização nos dias 26 e 27 de setembro, no Ária Hall, em Feira de Santana (BA), o festival está com inscrições abertas para empreendedores interessados em integrar a Feira Camelô 2.0 e a Praça de Alimentação, dois espaços que ampliam a experiência do público.
A Feira Camelô 2.0 é voltada para marcas, produtores, artistas, designers e projetos criativos que tenham produtos ou iniciativas para apresentar ao público do festival. Marcas de roupas e acessórios, brechós, maquiagem, tatuadores e profissionais de body piercing, editoras, entre outros segmentos, são bem-vindos ao espaço. Já a Praça de Alimentação recebe empreendedores que trabalham com gastronomia e comidas preparadas na hora, oferecendo ao público opções para comer e beber enquanto acompanha a programação do Feira Noise.
Os interessados podem enviar suas propostas pelo WhatsApp (75) 98122-8989, informando o espaço de interesse e apresentando o trabalho ou empreendimento. As propostas serão avaliadas pela produção do festival, de acordo com os critérios e a proposta de cada espaço. As vagas são limitadas.
Sobre o Feira Noise Festival
Realizado desde 2009 pelo Feira Coletivo Cultural e pela Casa Noise, o Feira Noise Festival tem papel relevante na consolidação de Feira de Santana no circuito nacional da música independente. Integrante da Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), o evento construiu, ao longo de sua trajetória, uma rede que conecta artistas, público e agentes da economia criativa, fortalecendo a circulação da produção cultural do interior da Bahia e ampliando sua presença no cenário nacional.
O Feira Noise Festival é uma realização do Feira Coletivo Cultural, da Casa Noise e do Banco do Nordeste Cultural. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Serviço
- Feira Noise Festival | Feira Camelô 2.0 e Praça de Alimentação
- Data: 26 e 27 de setembro de 2026
- Local: Ária Hall – Feira de Santana (BA)
- Inscrições: (75) 98122-8989 – Thiago Caribé
AUTORIA: Release da Ascom do Feira Noise - Ana Paula Marques
ASSOCIAÇÃO COLEIRINHO DA BAHIA SE TORNA PONTÃO DE CULTURA E LANÇA PROJETO COM SHOW DE SAMBA NA MATINHA NESTE DOMINGO
Evento de lançamento reúne Quixabeira da Matinha e Unidos Pelo Samba e apresenta projeto de articulação entre comunidades quilombolas, grupos de samba de roda e Pontos de Cultura do Centro-Norte e Nordeste da Bahia.
Depois de 18 anos atuando na preservação do samba de roda, a Associação Cultural Coleirinho da Bahia (ACCB), de Feira de Santana, foi reconhecida como Pontão de Cultura e agora passa a desempenhar formalmente o papel de entidade articuladora cultural no interior do estado. O evento de lançamento do Pontão acontece neste domingo, 6 de setembro, às 14h, na sede da instituição, localizada na comunidade quilombola Matinha dos Pretos. A programação é gratuita e inclui shows do grupo Quixabeira da Matinha e do Coletivo Unidos Pelo Samba.
Ao longo dos próximos 12 meses, o Pontão terá a função de aproximar grupos culturais, comunidades quilombolas, associações, mestres, mestras, sambadores e sambadeiras de diferentes territórios baianos para estruturar as Rede de Pontos de Cultura Quilombolas e de Pontos de Cultura de Samba de Roda na Bahia. O projeto vai mapear iniciativas culturais, identificar suas principais necessidades e oferecer formação e apoio para que esses grupos tenham mais acesso a editais, recursos públicos e oportunidades de atuação conjunta.
“Para nós, assumir essa missão é uma responsabilidade e também um reconhecimento do trabalho que já realizamos há tantos anos como associação. O contato com grupos, outras associações e Pontos de Cultura aqui da Bahia faz parte do nosso trabalho da vida inteira, para fortalecer a nossa cultura e o nosso samba de roda. Sempre foi assim”, afirma o presidente da Associação Cultural Coleirinho da Bahia, Zezé da Quixabeira. A iniciativa foi aprovada no Edital Pontões de Cultura – Qualicultura Viva Ano II (Edital nº 06/2026). Ao longo dos próximos 12 meses, o projeto atuará nos macroterritórios Centro-Norte e Nordeste Baiano e contribuirá para a estruturação de duas redes temáticas: a Rede de Pontos de Cultura Quilombolas e a Rede de Pontos de Cultura de Samba de Roda.
Uma trajetória construída na Matinha
Fundada em 17 de março de 2008, a Associação Cultural Coleirinho da Bahia atua há quase duas décadas pela preservação e fortalecimento da cultura popular da Matinha dos Pretos. Reconhecida como Ponto de Cultura desde 2018, a entidade realiza atividades gratuitas ligadas ao samba de roda, aos festejos juninos, aos reisados, aos brinquedos populares, à memória e ao patrimônio cultural.
Entre as ações desenvolvidas pela associação estão o Saudade de São João, o Samba de Candeeiro, o Bloco Cultural Quixabeira da Matinha e o Dia Municipal do Samba de Roda.
A história da entidade também está ligada à Quixabeira da Matinha, grupo cultural com mais de 35 anos de atuação. Nascida no território quilombola, a Quixabeira mantém uma tradição transmitida entre gerações, reunindo música, dança, oralidade, trabalho na terra e memória comunitária. O grupo já circulou por diferentes regiões do Brasil e participou de intercâmbio cultural em Portugal.
Com o novo Pontão, essa experiência será compartilhada com outras comunidades e iniciativas culturais. A proposta é ampliar o acesso às políticas públicas e contribuir para que grupos tradicionais permaneçam ativos, organizados e sustentáveis em seus próprios territórios.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Serviço
- O quê: lançamento do Pontão Territórios Quilombolas e Rede de Samba de Roda da Bahia
- Quando: domingo, 6 de setembro de 2026, às 14h
- Onde: sede da Associação Cultural Coleirinho da Bahia — Estrada da Quixabeira, 430, Matinha dos Pretos, Feira de Santana
- Atrações: Quixabeira da Matinha e Coletivo Unidos pelo Samba
- Entrada: gratuita e aberta ao público
AUTORIA: Release do Projeto - João França
"CHAME GENTE": FLIFS REÚNE MAIS DE 77 MIL PESSOAS EM SEIS DIAS DE PROGRAMAÇÃO
Festival encerrou a 19ª edição, neste domingo, com apresentações de Armandinho e Márcia Porto.
A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) chegou ao fim neste domingo (30) ao som de música e diante de uma plateia que ocupou o espaço do evento para acompanhar as apresentações de Márcia Porto e Armandinho. Considerado o show mais aguardado da tarde, o cantor encerrou a programação musical da edição. Ao todo, mais de 77 mil pessoas pessoas passaram pelo festival durante os seis dias.
O encerramento começou com a apresentação de Márcia Porto, que levou sua música ao palco do FLIFS e preparou o público para a atração principal do final da tarde. A cantora ressaltou a importância de participar de um evento que aproxima a produção cultural da comunidade e destacou a emoção de ser homenageada durante a programação.
”Receber essa homenagem é muito emocionante e me traz uma sensação de nostalgia. É um imenso orgulho saber que contribuí para a música e a arte da minha cidade”, disse Márcia Porto
No final da tarde, Armandinho assumiu o palco e encontrou um público disposto a cantar junto os sucessos que marcaram sua trajetória. A apresentação trouxe para o encerramento uma atmosfera de festa e reuniu diferentes gerações em torno da música. Para Armandinho, o repertório apresentado carrega parte importante da história da música baiana que permanece viva na memória do público.
”São músicas que a gente fez no decorrer dessa história, que estão presentes até hoje nesse consciente coletivo, e a gente faz uma grande festa”, declarou o cantor.
A despedida musical foi o ponto final de uma edição que, durante seis dias, colocou Feira de Santana no centro de uma agenda dedicada à literatura e às manifestações culturais. O festival recebeu escritores, jornalistas, músicos, estudantes, professores, artistas e produtores culturais, criando oportunidades de encontro entre quem produz conhecimento e arte e quem acompanha essas produções.
Entre os nomes que participaram da programação estiveram Thalita Rebouças, Tia Má, Jessé Souza, Jéssica Senra, Roberta Sá e Maryzelia, além de outros convidados. As participações ampliaram os temas discutidos no evento e aproximaram a literatura de assuntos como educação, comunicação, jornalismo, sociedade, representatividade e música.
A diversidade de convidados também refletiu a proposta de alcançar públicos distintos. Escritores dialogaram diretamente com leitores, artistas dividiram experiências sobre suas trajetórias e jornalistas participaram de discussões sobre comunicação e representação. O resultado foi uma programação que transitou entre diferentes linguagens sem perder a literatura como eixo central. Além dos grandes nomes, o festival abriu espaço para iniciativas que fazem parte da produção cultural e educacional da cidade. Apresentações de escolas levaram estudantes para dentro da programação, transformando o espaço do evento em ambiente de participação e aprendizagem.
Para as crianças, a Flifinha ofereceu atividades específicas, criando um primeiro contato ou fortalecendo uma relação já existente com livros, histórias e outras manifestações artísticas. A presença do público infantil contribuiu para ampliar o alcance do festival para além dos leitores já habituais.
A cultura popular também ganhou espaço. Na Praça do Cordel, versos, rimas e apresentações de cordelistas aproximaram os visitantes de uma tradição que atravessa gerações e permanece presente na identidade cultural nordestina. O espaço reforçou a presença da oralidade e da poesia popular em meio à programação contemporânea do festival.
Os livros, por sua vez, permaneceram no centro da experiência. Os estandes reuniram obras de diferentes gêneros e autores e possibilitaram aos visitantes circular pela feira, conhecer novos títulos e adquirir publicações. Os lançamentos realizados durante a semana também proporcionaram aos escritores momentos de contato direto com seus leitores.
A programação contou ainda com Feira de Artesanato, ampliando a presença da economia criativa e de trabalhos produzidos por artesãos. Dessa forma, o visitante encontrou no mesmo espaço literatura, produção manual, música, poesia e atividades educativas.
Para Taíse Bonfim, pró-reitora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a dimensão alcançada pela edição demonstra a importância de manter espaços que aproximem a população da cultura e do conhecimento.
”O FLIFS representa cultura, arte e literatura. Um dos pontos que destaco é a variedade da programação. Este ano, trouxemos o cosplay, que foi um sucesso entre os jovens e veio para quebrar tabus”, destacou Taíse.
A experiência também foi percebida por quem acompanhou o evento como visitante. Ao longo dos seis dias, famílias, estudantes, professores e leitores circularam pelos diferentes espaços, participando das atividades e acompanhando as atrações.
”O evento contribuiu para a formação dos jovens ao promover o acesso à cultura, à arte e à educação. Também percebi um protagonismo muito importante da cultura nordestina, que esteve presente em diferentes momentos da programação. Esta edição do FLIFS foi nota mil”, relatou o professor Leandro Maciel
Mais do que concentrar atrações em um único espaço, o FLIFS estabeleceu, ao longo da edição, uma ponte entre diferentes formas de produção cultural. O encontro entre autores e leitores dividiu espaço com o cordel, a música, o jornalismo, o artesanato e as atividades escolares, mostrando que o acesso à cultura pode acontecer por diferentes caminhos.
A participação de nomes conhecidos nacionalmente ao lado de artistas, escritores e representantes da produção cultural regional também contribuiu para essa diversidade. O festival criou um ambiente em que uma criança podia descobrir uma história na Flifinha, um leitor conhecer um novo autor nos estandes, um estudante participar de uma atividade escolar e, algumas horas depois, acompanhar um grande show.Foi nesse ambiente de encontros que o festival encerrou sua 19ª edição.
Sobre o FLIFS
O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, é um dos maiores eventos literários do estado. Realizado anualmente desde 2007, o festival promove o livro, a leitura e as diversas manifestações culturais, com destaque para a formação de novas gerações de leitores, contação de histórias, cordel, oficinas, lançamentos de livros e apresentações musicais. O FLIFS foi a primeira feira literária da Bahia e completa 19 anos de história em 2026.
A realização é da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e do Sesc Feira de Santana. A organização conta com a parceria da Arquidiocese de Feira de Santana, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Secretaria Estadual de Educação (NTE 19), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Instituto Federal da Bahia (IFBA) – Campus Feira. O patrocínio é da Câmara Municipal de Feira de Santana e da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O apoio é da Fundação Pedro Calmon e do Estado da Bahia.
Serviço:
- FLIFS 2026, 19ª Edição
- De 25 de agosto a 30 de agosto
- Local: Centro de Convenções de Feira de Santana BA - Rua Tupinambás, nº 69, no bairro São João. Próximo ao Boulevard Shopping.
- Entrada: gratuita
A estreia de “Carranca” já entrou para a história do cinema feirense com uma conquista. O curta-metragem dirigido por Daniel Sal recebeu o prêmio de melhor ator para Tom Nascimento, na noite de 22 de agosto, durante o 13º Festival de Cinema de Caruaru. A produção foi exibida na competitiva nacional e recebeu muitos aplausos do público.
Tom interpreta Vado, um homem negro de 50 anos que tem a vida atravessada por um diagnóstico neurológico próximo ao Réveillon. Diante da possibilidade da própria finitude, ele mergulha em medo, angústia e fragilidade. A atuação sustenta um personagem marcado pelo silêncio e pela dificuldade de lidar com a própria vulnerabilidade.
“Vado é um homem moldado por uma estrutura de masculinidade e machismo que, de repente, se vê diante da própria finitude e não sabe como enfrentar essa vulnerabilidade. Meu trabalho foi mergulhar nesse universo emocional e dar corpo a essa fragilidade escondida”, explica o ator.
Ao lado de Tom, Karina de Faria e Rose Irene Visitação integram as relações afetivas e os conflitos íntimos da narrativa, enquanto Dailton Mota assume o antagonismo. Embora o prêmio seja individual, a conquista é resultado do trabalho de toda a equipe de Carranca. Para Daniel Sal, o reconhecimento confirma a escolha do ator para protagonizar a obra e representa um motivo de orgulho diante do resultado alcançado na estreia.
Produzido pelas Menino Amarelo Filmes e Palenque filmes, sob produção de David Aynan, Carranca foi realizado em Feira de Santana e leva para a tela questões ligadas à saúde, masculinidade, autocuidado e medo da morte. O filme transforma a experiência particular de Vado em uma reflexão sobre homens socializados para suportar a dor em silêncio.
O troféu de melhor ator para Tom Nascimento marca a estreia competitiva de Carranca e se torna também um reconhecimento à força do cinema produzido na cidade. “Esse prêmio simboliza a coroação de mais de duas décadas dedicadas ao teatro e marca minha recente incursão no cinema. Carranca, meu segundo curta-metragem, chegou como um presente, conduzido pela direção apurada de Daniel Sal e enriquecido pelas parcerias de cena e pela dedicação de toda a equipe. Por isso, considero que o prêmio é coletivo: mais do que uma conquista pessoal, ele reafirma o valor do nosso trabalho e a potência do cinema feito em Feira de Santana”, celebra Tom.
Ao estrear premiado em Caruaru, Carranca não apenas abre caminho nos festivais, mas reafirma a força das histórias nascidas em Feira de Santana, capazes de atravessar telas, públicos e gerações. A conquista de Tom Nascimento consagra também a cidade como território fértil de criação, onde cada obra se torna um ato de afirmação cultural e de esperança, projetando o cinema feirense para novos horizontes.
AUTORIA: Release da Ascom da Produção - Elsimar Pondé
PROJETO LITEROMUSICAL DE NÍVIA MARIA VASCONCELLOS NESTA QUINTA NO 19º FLIFS
Apresentação é dirigida por Geovane Mascarenhas e tem participação da cantora, compositora e produtora Dayane Sampaio
O projeto literomusical “OCORPOÉUMAFOTONOESCURO: poesia e performance” da poeta feirense Nívia Maria Vasconcellos começa a circular neste segundo semestre de 2026 a partir da 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs). A apresentação será realizada nesta quinta-feira (27), às 18 horas, no Palco Márcia Porto, no Centro de Convenções de Feira de Santana.
“OCORPOÉUMAFOTONOESCURO: poesia e performance” é um projeto dirigido por Geovane Mascarenhas que transforma a poesia de Nívia Maria Vasconcellos em voz, imagem, música e movimento. A performance constrói uma experiência sensorial marcada pela tensão entre luz e sombra, a partir das reflexões sobre o corpo contemporâneo, suas vulnerabilidades, deslocamentos e resistências, assim como sobre o próprio corpo do poema enquanto espaço de memória, linguagem e invenção.
Inspirada nos livros “OCORPOÉUMAFOTONOESCURO” e “Cãibra de Nó”, a obra reúne poemas que atravessam diferentes formas, vozes e camadas de sentido, mantendo a inquietação presente na escrita da autora: a perplexidade diante dos retrocessos históricos, a urgência da preservação da memória, as violências cotidianas e o amor como força de transformação.
O projeto dá continuidade a suas ações, realizando, neste segundo semestre de 2026, a circulação por quatro cidades do interior da Bahia (Feira de Santana, Serrinha, Queimadas e Uauá). A programação integra apresentação artística com Nívia Maria Vasconcellos e Dayane Sampaio. Este projeto foi contemplado pelo Edital Circulações Literárias da Bahia 2026 - Ano III, realizado pela Fundação Cultural do Estado / SecultBa através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei n. 14.399/2022).
FICHA TÉCNICA DA PERFORMANCE
- Título: OCORPOÉUMAFOTONOESCURO: poesia e performance
- Direção artística e iluminação: Geovane Mascarenhas
- Poemas, roteiro e performance: Nívia Maria Vasconcellos
- Música e canção: Dayane Sampaio
AUTORIA: Release da Ascom do Projeto - Elsimar Pondé
Fotos
"DIONORINA IN CONCERT" NO TEATRO CARLOS PITTA NO CENTRO DE CONVENÇÕES DE FEIRA DE SANTANA
Dionorina in Concert - O cantor, compositor e músico Dionorina celebra seus 73 anos de vida e trajetória artÃstica em um espetáculo que reúne música popular brasileira, reggae e elementos da música de concerto, homenageando sua contribuição para a cultura afro-brasileira. ðŸŽŸï¸ Ingressos pela Sympla - no - Teatro Carlos Pita - Centro de Convenções de Feira de Santana
O espetáculo "Dionorina in Concert" é uma celebração à vida e à obra do artista feirense Dionorina, que aos 73 anos reúne uma trajetória marcada pela dedicação à música, à inovação artística e à valorização da cultura afro-brasileira. Será um encontro singular entre a música popular brasileira, o reggae e a música erudita, unindo a voz, o violão e a identidade musical de Dionorina à sonoridade refinada do erudito ao popular. O resultado será uma experiência artística capaz de transitar entre diferentes linguagens musicais, revelando a riqueza e a diversidade de sua obra. A apresentação será realizada no Centro de Convenções de Feira de Santana – Bahia, cidade que o artista escolheu como sua e importante polo cultural do interior baiano, fortalecendo o reconhecimento de uma carreira marcada pela resistência, criatividade e compromisso social.
A sucessora do legado de Zé Coió, Carla Ongaratto, convoca os profissionais de imprensa feirense para dar o primeiro passo em mais uma edição do Troféu Imprensa NoiteDia, e homenagear o inesquecível Zé Coió.
ðŸ“Assim a reunião para definição da indicação dos possíveis premiado será no dia 18 de agosto, às 19h, no Bar Campeão, na Santa Mônica.
SOBRE O TROFÉU IMPRENSA
"Desde sua criação em 1984 pelo visionário empresário Modezil Cerqueira, o Troféu Imprensa NoiteDia tem sido um farol de reconhecimento e celebração para aqueles que se destacam em Feira de Santana, carinhosamente conhecida como a Princesa do Sertão. O prêmio foi concebido para homenagear aqueles que, através de seu talento e dedicação, contribuem significativamente para o desenvolvimento e prosperidade de nossa comunidade.
Em 1998, o jornalista José Carlos Pedreira assumiu a liderança do projeto, mantendo e ampliando sua missão de valorizar o trabalho árduo e a inovação. Ao longo dos anos, o Troféu Imprensa se consolidou como o mais importante reconhecimento do talento e da dedicação na nossa região, ganhando credibilidade e prestígio." (Texto da págna do evento)