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Fabiana Machado
   Fabiana Machado Mendes, natural de Irecê-Bahia, advogada formada em Direito pela Faculdade Nobre de Feira de Santana - FAN em 2012. Pós-Graduanda em Filosofia Contemporânea pela Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS.  Foi a 1º colocada no Concurso de Artigos, realizado durante o Evento Novas Teses das Ciências Criminais – Ano XI & X Encontro Baiano de Direito Penal, em outubro de 2013, com o artigo cujo tema “A caixa de Pandora: perfil genético no âmbito da investigação criminal à luz do princípio do Nemo Tenetur se Detegere”, sendo a 2º colocada em 2012 e 3º em 2011 do mesmo evento.  
   Durante a graduação do Curso de Direito foi a única aluna a representar a Faculdade fora da Bahia, apresentando o artigo sobre a fusão dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor no 10º Congresso Nacional de Iniciação Científica CONIC-SEMESP, realizado em 2010, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo – SP. Foi premiada com o troféu aluno cinco estrelas no VII Encontro de Pesquisa, Compartilhando Saberes, realizado em 2011 pela FAN, cujo artigo desenvolveu o assunto da “produção lingüística da verdade perante os juízes leigos no Tribunal do Júri”.
   Possui o encanto e a beleza da arte poética perpetrada em suas veias, desde sua adolescência que escreve ensaios poéticos. Influenciada pelo movimento social, filosófico e político feminista, possui posições ideológicas radicais no que concerne a defesa dos Direitos e empoderamento das mulheres em face do machismo. Contudo, foi a partir da amizade e incentivo de Solange Durães, escritora e poeta Baiana, que eclodiu a vontade de desenvolver excertos poéticos.
 



ALCOVA POÉTICA

PARA QUE SERVE O AMOR?

O Mundo de Valentina
Publicado em: 09/04/2017 - 20:04:14


Ele sabia muito bem que Valentina não resistiria ao seu charme, cheiro e sedução. Deus e ela sabiam o quanto ela tentou se defender daqueles olhares vadios de Arthur, ela tinha jurado pelo cão que nunca mais se ligaria a ele, mas enfiou todos os seus juramentos no inferno! O acaso os colocou mais uma vez frente a frente, ela entrou em estado de torpor, presa ali com ele no elevador, não queria tê-lo, mas também não queria perdê-lo.

Buscou não olhar muito para ele, mas não conteve seu impulso. Ele estava lindo, de terno escuro e gravata vermelha, como ela sempre gostava, aí ela sussurrou baixinho: você está bonito e ele respondeu-lhe: você está muito mais bonita ainda! Nos veremos mais tarde? Ela o respondeu com a voz d’alma, sim. 

Desceu do elevador atônita, um pouco enjoada, asfixiada e com vontade de fugir dali e ao mesmo tempo querendo aquele encontro. Que destino cruel, como poderia lhe colocar ali junto dele? Ela sabia que estava condenada a escolher os seus próprios caminhos, mas a paixão não é racional e ela que lutara tanto contra este sentimento, pois na vida é preciso rejeitar muitos amores para poder viver livremente.

Mas ali ela foi tomada por tudo que havia nele. Estava num Navio no meio do Atlântico e encontrar no elevador, por acaso, o Don Juan, o Giacomo Casanova, o Boto da Amazônia, o conquistador de mulheres que marcou, no passado, a ferro e fogo o seu corpo, coração e alma. Que peste!

Ela não acreditava que ainda guardava o êxtase de ter sido amada por aquele coração de Zeus. Receava tanto aquele amor! Por quê? Se a origem do amor é Deus, por que ela se angustiava na presença daquele homem? Não lhe havia tempo para crise de consciência.

Então, ela seguiu dominada pelo desejo de ir para cama com ele; ficou pensando naquele encontro por acaso, o que ele fazia no meio do Atlântico? E daí por que ela teria que ficar se interrogando pelas escolhas dele. As escolhas dele são dele, e as escolhas dela são dela! Naquele momento ela mergulhou nos seus próprios desejos e se vestiu de fantasia, magia, loucura e foi à caça dele!

Correu pelo salão à procura dele, sem medo de vexame, sem medo de ser ridícula e sem medo de perder a coragem. Inspirada na deusa eco, gritou bem alto:

- Arthur!

- Oi, querida Valentina – respondeu ele.

- Queres saber de uma coisa? Ainda que o mundo inteiro se acabe, eu tenho guardado aqui dentro do peito a vontade de comer a sua carne.

- Arthur, olhou silenciosamente para Valentina, agarrou o seu rosto com suas mãos suaves e finas e beijou-a, beijou-a, beijou-a loucamente, mordendo os seus lábios, cheirando o seu pescoço e apalpando o seu sexo.

-O que sinto por você é muito complicado, mas nunca se acabará, disse Valentina!

- Quero você! Possui-me, respondeu Arthur!

O caso de amor entre Arthur e Valentina era uma coisa esquisita, uma relação platônica, um sentimento que só se realizava quando estavam juntos, depois virava poeira de estrela. O que realmente importa é que tinha beleza, paixão, amizade e muita liberdade entre eles dois.

Dali, eles retornaram entre beijos e abraços para o quarto de Valentina. E desesperadamente Valentina abraçava e apertava o corpo dela contra o de Arthur com força e excitação, ele dizia-lhe: - Calma! Calma! Calma!

-Valentina emocionada e melancólica sussurrava baixinho: - Para que serve o amor? Se o destino nos une e nos separa. Arthur, respondeu-lhe com muitos beijos molhados, como se quisesse dizer: - Eu tenho você dentro de mim, Valentina. E o destino é um otário!

- Valentina, com sua voz doce e macia, no estalido dos beijos murmurou: - Pouco importa o decreto do destino, pois nossas asas são suficientemente fortes para nos encontrarmos longe de toda lei social e moral. Ela sabia que o amor é livre, bom e fora de culpa, porque tudo que nasce do amor é justo!

-Esta, querido leitor, é uma história proibida de amor e sexo! E Valentina mergulhava de cabeça no pecado sem medo, porque ela acreditava que ninguém, absolutamente ninguém ia para o Céu ou o Inferno pelos delírios de amor cometidos, mas tão somente pela vontade de Deus. Valentina era uma mulher inadaptada, insubmissa e subversiva em suas ações e pensamentos.

Afirmo-lhe, caro leitor, que jamais nenhum casal de amantes apresentou tanta alegria e prazer como Arthur e Valentina. Eles se amavam no duro e pra valer! E agitados pelo desejo e pela paixão do prazer se jogaram na cama e começaram a tirar um a roupa do outro.

-Arthur, arranca as roupas de Valentina e começa a morder o seu pé e vai subindo beijando as suas perna e coxas..., mas Valentina se vira interrompendo-o, porque o desejo dos dois tinha peso igual, e começa a beijá-lo forte, de forma quente e ininterrupta e vai descendo mordendo e beijando cada pedacinho do corpo de Arthur.

-Valentina era perita na masturbação pelas mãos e boca. Assim, começou a masturbar Arthur com suas mãos leves e macias ao tempo que mergulhava a sua boca úmida e quente no sexo dele, que entre suspiros profundos, gemidos intensos e arrepios vibrantes se realizava na alegria daquele prazer. Na verdade, os dois gozavam do mesmo prazer!

-Arthur manipulava o sexo de Valentina com fervor, excitação e desejo. O sexo dela estava lisinho, sem pêlo ao redor, não era avantajado, mas parecia a borboleta mais bela de todas as espécies. Isso deixava Arthur morto de tara e satisfação!

-Várias vezes Valentia gozou com os toques dos dedos penetrantes de Arthur e ele satisfeito apertava ela entre o peito e se sentia o rei do universo infinito. Depois  Valentina começou a galopar sobre o sexo de Arthur feito uma Amazona no lombo de um corcel indomável.

 Por horas e horas eles se amaram! E a paixão que Valentina sentia por Arthur era tão intensa e profunda que ela entrava em êxtase e alcançava múltiplos orgasmos. Em nenhum canto do mundo se operavam maiores milagres de felicidade dos quais eles se ocupavam...!  



Fonte: Fabiana Machado







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