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As aventuras de Perebinha - Episódio VIII

Visita a um hospital
Publicado em: 05/11/2021 - 17:11:19
Fonte: João Bosco da Silva


Repercutiu bem o programa Besteiranças da Rádio Quionda do sábado anterior, por isso, Perebinha voltou ganhando seu cachêzinho para a entrevista.

LOCUTOR:

- Bom dia ouvintes! Estamos aqui novamente com o nosso convidado especial Perebinha. Você sabendo que ele foi com a sua mãe num hospital. É verdade?

PEREBINHA

- Olá seus ouvintes do radioleiro Heitor. Eu fui num hospital mesmo.

O LOCUTOR:

- Entendi, mas não sou radioleiro. Sou locutor ou radialista. Hospital é um lugar de muito respeito, onde as pessoas estão doentes, precisando de médico, carinho e remédios. Conta para nós como foi a visita lá no hospital?

PEREBINHA

- Fui com a minha mãe. Ela disse que iria ver uma amiga dela que estava doente. Nunca vi um lugar para ter tanta gente doente, rapaz! Por que adoece tanta gente ali dentro? É uma tristeza de gemedeira.

O LOCUTOR:

- Começou as bobagens! O que chamou sua atenção?

PEREBINHA

- Eu não estou doente e eu estava lá. Não entendi. A amiga de minha mãe teve nenê. Primeiro, eu não sabia que ter nenê era uma doença.

O LOCUTOR:

- Menino, que cabeça complicada! Quem trabalha lá não está doente. Os médicos, enfermeiras, serviços e administração estão ali para ajudar. Sua mãe disse que a amiga estava precisando de cuidados médicos.

PEREBINHA

- É estranho todo mundo de branco e cara fechada, parecendo com raiva de alguém. Fiquei com medo e não soltava a mão de minha mãe. No quarto da amiga da minha mãe estava um velho de uns 50 anos eu acho, com a menininha Gabi no colo, e disse que ela foi trazida pela cegonha. Cegonha existe?

O LOCUTOR:

- Vou explicar. A cegonha é uma ave da imaginação das mães, como um conto de fada. O pessoal veste de roupa branca por causa da limpeza e não podem ficar dando risada o tempo todo. Todos são sérios.

PEREBINHA

- Um conto de fada? Então o senhor não sabe? Eu ia lhe explicar como é que faz o nenê e por onde nasce, mas não vou dizer. O velho do quarto falou que a criança foi feita pelo viagra. Então não ele quem fez? A mulher disse a minha mãe baixinho que o velho tinha injegulação pecoche. O que é? 

O LOCUTOR:

- Viagra é uma brincadeira que os homens fazem com amigos.  Não sei o que é injegulação.  

PEREBINHA

- Deixe pra lá. Uma mulher de branco foi no quarto e disse que ia tirar a pressão, mas não vi tirar nada dela. Só apertou o braço da mulher e depois saiu. Entrou um médico e botou um fone no ouvido e ouviu as costas e a barriga da mulher. Viagra não era o nome do velho, mas pode deixar que eu vou perguntar com a professora da escola o que é.

O LOCUTOR:

- Vai perguntar nada a professora! Tá doido? Tirar a pressão é saber se a pessoa está bem de saúde. O fone do ouvido do doutor é para escutar melhor se a pessoa está bem.

PEREBINHA

- Tá bom. Qual a diferença de beber e tomar? O médico manda tomar ou beber o remédio? Ele me disse para eu não desistir do meu sonho, Claro, passei logo na padaria e comprei um e comi.

LOCUTOR:

- Menino, que cabeça tonta! O sonho que ele falou era de você ser alguém quando crescer. Vixe! É bom a gente parar. Vai começar a feder.

PEREBINHA

- Feder é quando a gente passa num lugar e sente catinga de porco, quando tem porco por perto. Na escola tem dois irmãos gêmeos japoneses, mas seu Tomé da cantina disse que come um pelo outro, de tão parecido que são.

LOCUTOR:

- Vixe! O que o seu Tomé disse deve ser que confunde um com o outro. Tá bom por hoje. Estou cansado de ouvir as suas perguntas e ficar enrolado. Você vai crescer e entender que beiço de jegue não é arroz doce; e nem estrela celeste com Estela e Celeste. Seu pestilento. Bom dia pessoal! Thau!




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