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LIVE DE LANÇAMENTO DO CD MALABARISTA: A NOVA PRODUÇÃO MUSICAL DE MARCEL TORRES COMO NARRATIVAS DE AUTOCONHECIMENTO.


Publicado em: 25/09/2020 - 20:09:44
Fonte: Matéria de Francisco Setúval - Instagram: @francosetuval - @odecasa.setuval


    É bem verdade que o cenário musical de Feira de Santana tem revelado há muito tempo grandes nomes que circulam no cenário artístico e cultural baiano, nacional e internacional, demonstrando assim a legitimidade de intensas produções autorais de canções que se fortalecem a cada dia. Dentre estes, o músico, compositor e cantor feirense Marcel Torres que, desde cedo, vem demonstrando o seu talento comprovado pelo seu histórico de estudos, experiências, vivências e intensas produções voltadas ao campo da música.
    Tais percursos históricos conferem ao artista a propriedade de ter finalizado recentemente seu primeiro álbum de músicas autorais intitulado Malabarista que evidencia uma identidade de amadurecimento como músico, instrumentista, compositor e intérprete, além de como diz o próprio artista: “Esse é um momento de autoconhecimento, de fazer uma terapia, de está me voltando para uma autorreflexão, um autoconhecimento e me descobrindo enquanto um ser falho, um ser que busca entender-se e a partir de então melhorar-se. O CD Malabarista veio com essa cara de busca, de procura sempre presente nas letras das músicas e melodias que buscam casar e dá um impulso para as letras presentes nas canções”.
    Tal produção musical será lançada no próximo dia 27 de setembro às 17 horas com a realização de uma Live a ser transmitida pelo seu canal no Youtube, tendo a participação dos músicos Tito Pereira, Anderson Silva, Gilmar Araújo, Kelinho Nunes e Filipe Azevedo, e, a frente da transmissão a Via Sonora Studios na pessoa do produtor cultural e músico Anselmo Roberto e apresentação do comunicador feirense Elsimar Pondé. Os apoiadores para a realização da Live de lançamento são a Barber Shop Júnior Soares, Cloe Odontologia e Estética, Restaurante Casa de Moá e Gel Lanches.
    A ideia para a produção do recente trabalho autoral de Marcel surge em 2012 pelo incentivo do amigo Rodrigo Ornelas que via em suas composições uma identidade musical forte e pujante. Segundo o compositor essa nova empreitada ainda “nasce dessa vontade de colocar para o mundo aquilo que tenho de mais interior, aquilo que produzo de mais profundo, do que está dentro de mim e que coloco pra fora através das composições”.
    A obra decorre de um longo período de produção que se estendeu entre 2012 a 2013, havendo um intervalo de parada no processo durante 2014 a 2016, sendo que entre o período de 2017 a 2019 houve uma intensificação na execução e finalização do trabalho que envolveu as fases de outras composições, arranjos musicais e continuidade da gravação envolvendo importantes músicos feirenses e de competente equipe técnica apresentados no encarte do CD. Marcel comentou que a falta de recursos financeiros no processo de elaboração do álbum foi uma das dificuldades iniciais apresentadas, sendo superada pela captação de recursos decorrente da submissão ao edital de fomento ProCultura da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Outra dificuldade foi aceitar-se como intérprete, em virtude de gravar como empresário de estúdio outros artistas e nunca ter executado sua própria gravação, que o levou a dizer que “se olhar no espelho foi que eu comecei a me forjar enquanto intérprete de minhas próprias composições”.
    Obviamente que o fato descrito de não aceitação revela apenas uma incerteza ou dúvida do músico que, por sua vez, apenas o fez nessa busca de autoconhecimento revelar a força interpretativa da sua musicalidade oriunda de experiências vividas no início da carreira ainda criança com as aulas de piano; das várias apresentações por estados brasileiros como Maranhão, Piauí, Pará, Goiás, entre outros, estando à frente da Banda Rosa Viva juntamente com os irmãos cantores Carla Torres e Segundo Torres e ainda nesse circuito de viagens pelas muitas possibilidades e descobertas sonoras, de gêneros musicais, da forma de escrever e de compor.
    Diante de algumas dificuldades pontuais mencionadas um aspecto positivo apontado pelo intérprete é que “foi muito tranquila a escolha dos músicos que eu queria que fizessem parte do meu trabalho até mesmo porque anterior ao disco já vinha participando de festivais e nesses festivais eu os chamava pra poder me auxiliar na criação dos arranjos.”
    As influências artísticas na produção do CD são múltiplas, envolvendo nomes tradicionais da MPB como Caetano Veloso e Gilberto Gil; de uma geração mais recente como Lenine, Zeca Baleiro e Chico Cesar; de artistas mais próximos como Dão de Abreu, Alex Macedo e Marcio Pazin e de expressões do rock in roll como Pink Floyd e Guns N’Roses, como também dos contextos literários dos poetas feirenses Antônio Brasileiro e Roberval Pereyr e da musicalidade vivida e construída com os pais e parentes músicos e compositores, além da parceria musical com a esposa, a cantora Camila Pereyra.
    O CD Malabarista se constitui como narrativas de autoconhecimento de Marcel Torres, por ele próprio considerar que o eixo temático da obra é de busca, de procura e das incertezas que promovam a sua identidade de se reconstruir como ser humano e profissional da música.
    Devo acrescentar que ao ouvi o álbum por completo e analisar como inexperiente e humilde crítico musical, mas também como bom apreciador de canções que Malabarista, a meu ver, além das influências citadas nessa produção, há uma marcante relação com a linguagem musical do artista mineiro Beto Guedes que se expressa na forma da escrita poética, nas melodias e arranjos tão bem produzidos, revelando a leveza na musicalidade, no entoar da voz acalentada no equilíbrio e paciência que o faz legitimar como dono de uma interpretação segura do que se pretende com as canções em percorrer sentimentos, reflexões, mudanças, pertencimentos, redescobertas, certezas, previsões e certamente de encontros configurados em espaços e tempos.
    O álbum Malabarista reafirma a autenticidade da sua trajetória musical marcada por uma construção temporal típica de um ser humano que com os seus malabarismos na vida constrói seus movimentos, alimenta seu poder de concentração, aguça as suas percepções, marca seu equilíbrio vibratório de energia pulsante na velocidade certa do tempo de produção sem a preocupação com o repentino de mostrar-se pronto, mas revelar-se no ritmo que lhe cabe no processo de reinventar-se e ir se reconstruindo em um território que te empodera sempre pela essência de fazer o que mais ama na vida: canções!.



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