
Caroline Vilarinho da Luz, mais conhecida como Carol Vilarinho, é uma jovem escritora, poeta, palestrante e liderança negra em ascensão no cenário educacional e cultural do Brasil. Nascida em 19 de agosto de 2007, em Feira de Santana (BA), desde muito cedo demonstrou sensibilidade artística e engajamento social. Sua trajetória como escritora começou em 2015, aos sete anos, e desde então vem sendo construída com coragem, fé e muita vontade de transformar realidades através da palavra.
Carol se define como uma menina com medos, mas com uma enorme coragem e senso de propósito. Sua voz firme e sensível vem alcançando jovens e adultos dentro e fora do Brasil, impactando principalmente a valorização da cultura afro-brasileira, a luta antirracista e a construção de espaços de representatividade negra. Ao longo de sua caminhada, participou de programas de rádio, podcasts e eventos culturais, alcançando juntos um público superior a 500 mil pessoas em todo o Brasil em uma das suas participações em um Podcast na Rádio DTV — em Feira de Santana.
É autora do Projeto Cultural Escritas Negras, movimento dedicado à valorização de escritores(as) negros(as) e à promoção da história, identidade e voz do povo negro. A iniciativa surge em resposta à invisibilidade e ao apagamento histórico, reafirmando o lema que conduz o projeto: “a gente não pode parar de escrever!”.
É também autora do Projeto Cultural de Literatura Antirracista LiteraCria, movimento dedicado a dar visibilidade e voz a poetas e escritores oriundos da periferia. A iniciativa reconhece e valoriza a poesia negra periférica como expressão legítima de resistência, protesto e reivindicação de direitos.
O projeto não apenas reverencia autores já consagrados, mas também abre espaço para aqueles que estão iniciando sua trajetória literária — especialmente estudantes da rede pública que encontram na poesia um instrumento de afirmação, identidade e luta. No LiteraCria, escrever é ocupar espaços e garantir que vozes historicamente silenciadas sejam ouvidas.
Até o momento, Carol possui quatro obras publicadas: três em antologias e uma em revista — sendo esta última vencedora do Edital Makota Valdina. Sua presença também inclui a antologia Prosa & Verso, da qual participa há três anos consecutivos, em parceria com os escritores Luis Pimentel e Roberval Pereyr, com apoio da FLIFS e da UEFS.
Em sua cidade, Carol é reconhecida como referência juvenil e ativista antirracista. Em novembro de 2024, foi homenageada com a Medalha Personalidade Afro Conecta, e em julho de 2025 recebeu o Título de Mulher Negra em Movimento, pelas contribuições ao movimento antirracista em Feira de Santana. Na FLIFS 2024, foi entrevistada por Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA), sobre sua trajetória e vivências.
Em 2025, Carol foi convidada como uma das principais artistas responsáveis por abrir a Solenidade de Lançamento do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana - FLIFS, ampliando ainda mais sua visibilidade no cenário literário. Também integra a 2ª edição da Revista Experimente, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC).
Muito além da escrita, Carol promove rodas de conversa, visitas a diversas escolas de Feira e região, encontros e ações voltadas ao povo negro, atuando como quem abre caminhos, constrói pontes e cria espaços de escuta e empoderamento — especialmente para estudantes negros, periféricos e da rede pública.
Sua história continua sendo escrita com força, ancestralidade e resistência, inspirando juventudes em todo o país.