Nascida sob o signo de áries, Maiara dos Anjos Santos, não consegue se lembrar quando começou a escrever, ou seja, não consegue se ver sem a presença da escrita. É como se logo que aprendeu as primeiras letras, começou a uni-las e se expressar através das palavras que aprendia em seu dia a dia. Com apenas quatorze anos, começou a declamar seus próprios poemas nas aulas de português, e logo nos eventos da escola, passou a elaborar poemas para cada uma das festividades, dia das mães, dia dos namorados, e nos festivais de literatura. Por ser de uma geração antenada na mais moderna tecnologia, criou seu próprio blog “Mai Santos”, vindo a conhecer o Viva Feira e participar do programa da RadioWeb “Prosa e Música” com declamações de seus poemas.
Maiara, a bem da verdade tem a alma de artista, gosta das mais diversas manifestações culturais, mas além da literatura, desenvolveu também gosto pela fotografia, arte que vem cultivando ainda muito particularmente, mas que esperamos que logo, logo compartilhe com seus amigos e seguidores, tanto em seu blog como no site que atualmente trabalha.
Apaixonada por música, consegue trabalhar e produzir ouvindo clássicos da MPB sem que isso lhe tire a concentração, tem como lema uma frase da lavra de Oswaldo Montenegro, que afirma “E que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade... também”, o que, quem conhece Maiara, confia plenamente. E com certeza sua loucura está perdoada pelo seu amor, seu talento e sua dedicação às artes.
Hoje trabalha na assistência de edição e redação do Viva Feira, sem nunca abandonar sua vocação pelas letras, que demonstra fazer, por paixão. (Viva Feira, 2016)
Até os meus 15 anos, tive que me acostumar a ser filha única. Meu maior desejo era ter uma irmã para compartilhar brincadeiras e passar o tempo. Tenho lembranças de muitas vezes me sentir sozinha, o que me fazia procurar as primas que moravam perto de casa. Taís, Gleice e Danilly eram as mais frequentes, íamos para casa de minha avó e inventávamos brincadeiras que hoje nos fazem rir ao rememorarmos.
Fazíamos restaurantes e “assaltávamos” a geladeira atrás de comida para brincar. Farinha, água e sal se tornavam pastéis e macarrão, até fazíamos doces de acerola e sucos. As minhas comidas sempre foram as favoritas, Danilly quebrava um galho e Taís chegava a chorar pelos desastres que fazia. Hoje nos perguntamos como conseguíamos comer aquelas gororobas que inventávamos.
Minha avó sempre ficava no nosso pé: “saiam do sol”, “parem de correr” “brinquem dentro de casa”, e sempre fazíamos birra, hoje a entendemos. A vassoura tinha o papel de muleta, como só tinha uma, sempre brigávamos, todas queriam ser a “aleijada” da brincadeira.
Danilly e eu, vez ou outra, íamos para a chácara onde nosso avô morava e descobrimos que as árvores poderiam se tornar boas casinhas, os dias não eram mais tediosos. Minha “casa” era um pé de maracujá que, enramado, me protegia da chuva e do sol, usávamos garrafas pet para confeccionar panelas, tigelas, garfos, facas colheres...
Minhas lembranças mais antigas são da baba má, minha prima Patrícia. Eu era muito pequena, então ela aproveitava para judiar de mim, inventou uma brincadeira: Irmã Malvada, que no caso era ela, puxava meus cabelos, beliscava, arrastava de um lado para outro, mas era tudo na brincadeira, e eu não me queixava, até me divertia, por incrível que pareça. O mais longe que ela chegou foi cortar meu cabelo quando tinha uns 6 ou 7 anos, foi o suficiente para minha mãe ficar furiosa. Ela e outros primos, Denilson, Emerson, Deu... estavam sempre me provocando medo, apagando as luzes, contando histórias de horror, me faziam ter pavor da lua, e até me apelidaram de Mônica, por ser baixinha e ter os dentões.
Apesar das brigas e da judiação, relembro minha infância com muito carinho, brinquei de gude, barquinho, pique-esconde, amarelinha, casinha, pega-pega, boneca, bicicleta, colecionei gibis, livros... e fico feliz por isso, por ter curtido essa fase. Agradeço aos meus primos pela companhia e pelas brincadeiras, doce infância, com gostinho de jujuba, pirulito e cocada.