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Silvana Carneiro
    Feirense, nascida e criada em sua cidade natal e aqui residente. Pedagoga pela UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana, Especialista em Gestão, coordenação e orientação educacional e pós-graduanda em Psicopedagogia pelo Núcleo de Pós Graduação Gastão Guimarães.
    Silvana é professora do Ensino Fundamental em uma escola de ensino privado aqui de Feira, e também coordenadora em outra instituição neste município. Apresentou monografia sobre a contação de histórias, e por perceber que esse tipo de "atividade" tem perdido o espaço para as novas tecnologias, entende, como afirma em suas próprias palavras que “...existe a necessidade de um resgate, pois de acordo com estudos essas histórias auxiliam na formação dos sujeitos.”
    É com este objetivo que essa feirense de currículo profissional invejável vem colaborar e participar do Viva Feira, contando histórias, ou mesmo estórias como gostamos de afirmar aqui no site. 
    Quando retornarmos com o programa em áudio Prosa e Música esse será um tema que estaremos abordando sempre com o apoio de Silvana. Por enquanto vamos acompanhar o trabalho de Silvana em sua coluna, que passamos a publicar.



SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA

Como surge a primeira versão do Conto Branca de Neve e os Sete Anões?


Publicado em: 21/05/2015 - 19:05:22


Antes que o conto Branca de Neve e os Sete Anões pudesse ser transmitido de forma escrita pelos irmãos Grimm, a tradição oral já existia entre os povos mais velhos que faziam parte da população alemã. Para alguns estudiosos como Dr. Karlheim Bartels (1990), um pesquisador de Branca de Neve que escreveu o livro em alemão Schneewittchen – Zur Fabulologie des Spessarts, essas histórias são peças fundamentais para compreendermos a história, afinal, os irmãos Grimm pesquisaram relatos em documentos antigos e recolheram contos entre a população da Alemanha para preservar as histórias tradicionais do seu país.

 A partir desses relatos colhidos pelos irmãos Grimm entre a população alemã algumas histórias contribuíram para a elaboração do conto. A primeira teve início no século XVI a partir da biografia de Margarete Von Waldeck, uma princesa.  Segundo relatos orais, por volta de 1500 essa garota vivia em uma cidade mineira no noroeste da Alemanha. Nesta cidade, as crianças trabalhavam na mina por conseguirem passar melhor pelos acessos apertados e túneis estreitos. Estas ficavam muito estranhas e subnutridas, já que trabalhavam muito e as reações químicas que elas realizavam para separar os metais e pedras preciosas das paredes das minas naquela época eram altamente tóxicas. O que as deixaram diferentes e muitas vezes consideradas anormais quando comparadas a outras crianças daquela época.  Com o passar dos anos, essas crianças acabaram se transformando em pequenos homens, que seguidamente seriam considerados anões[1].

Devido a problemas e desentendimentos com a nova esposa de seu pai, Margarete, aos 17 anos, foi morar em Bruxelas. Chegando lá, sua beleza logo chamou atenção de Filipe II, rei da Espanha naquela época. Contudo, isso começou a incomodar várias pessoas do reino, pois não aceitavam a hipótese de Margarete se casar com Felipe II. A princesa então ficou gravemente doente e muitas pessoas achavam que ela podia estar envenenada, seu manuscrito antes de morrer aos 21 anos, segundo relatos traziam as seguintes palavras: “a tremedeira é um sintoma do envenenamento”[2], com isso as pessoas confirmaram ainda mais o que haviam pensado.  Contudo, não existem provas concretas sobre a sua morte, o que se sabe é que, se foi de envenenamento, a madrasta não poderia ser culpada, pois a mesma morreu antes de Margarete. 

Outra jovem que também possuía desavenças com a sua madrasta e que pode ter contribuído para alguns detalhes do conto foi Maria Sophia Margaretha Catharina Von Erthak. Ela nasceu em 1729 e cresceu em um castelo de Lohr, também na Alemanha, juntamente com o seu pai, o príncipe Philipp Christoph Von Erthak e sua esposa, a madrasta de Maria Sophia. Conta-se, ainda, que a garota foi maltratada no castelo em que vivia, por sua madrasta que coincidentemente possuía um espelho mágico presenteado pelo príncipe Philipp Christoph Von Erthak, seu esposo.[3]

Percebe-se que os irmãos Grimm basearam-se nessas histórias reais do povo alemão para escrever os seus contos, dentre eles Branca e os Sete Anões. Contudo, a primeira versão da história criada por eles sofreu diversas modificações devido à influência da Disney. Essa primeira versão é bastante diferente daquela que muitos de nós escutamos durante a nossa infância.

A primeira versão da história será o tema do próximo texto...

 



[1] Extraído do texto: “Branca de Neve: Apenas um conto de fadas, ou não? Disponível no Blog Diário Insano.

[2] Extraído do texto: “Baseado em fatos reais: 10 personagens inspirados por pessoas que existiram. Disponível no site Fala Cultura

[3] Extraído do texto: “Branca de Neve: Apenas um conto de fadas, ou não? Disponível no Blog Diário Insano.

 


Fonte: Silvana Carneiro







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