Dilson Solidade Lima, pseudonicamente falando, Lima de Sá, é poeta e compositor, um bardo, na expansão da palavra. Começou escrever desde seus quinze anos. Dilson relata em uma entrevista ao Viva feira, que aos sete anos de idade foi quando teve a base para tornar-se, hoje, um poeta. O escritor conta que enquanto sua mãe cozinhava feijão, ele lia - deitado com a barriga no chão - Drumond e Cecília Meireles e diz que isso o influenciou muito. Aos quinze anos, ele começou produzir suas poesias, e aos vinte anos de idade percebeu que já percorria um caminho sem volta.
Lima de Sá lança hoje em Feira de Santana, 03 de seus 10 livros os quais o artista pretende lançar ainda este ano. O lançamento será no Museu de Artes Contemporânea – MAC, às 20h.
Os livros são frutos de 15 anos de intensa labuta literária, vivenciação filosófica e espiritual do verso, onde o autor “brinca” com as palavras e o modo em que as coloca. “As vestes do vento”, um dos livros a ser lançado hoje, é composto de poemas modernos, foi escrito em 2013 e vem com uma conjetura filosófica mais simples. “Inenigmática” é um livro sem enigmas, mais filosófico e com uma linguagem mais densa. ”Voos em Descuido” é, segundo o autor, sua obra de alcance neoconcretista, onde ele brinca com as formas das palavras e transita entre vários temas.
A entrada para o lançamento dos livros é franca, e as obras poéticas custam R$ 20,00. Compareçam, vamos juntos prestigiar o fruto filosófico desse grande artista.
Abaixo, segue uma das poesias que compõe o livro “As vestes do vento”.
ÀS CANSEIRAS
Peço – qualquer dia –
minha carta de alforria
e saio deste mundo
pela porta dos fundos!
Nesta gula por nadas,
perdi-me na estrada...
Mas um dia te encontro
– oh luz do iniludível!
(Dilson Solidade Lima)