A Revista Carta da Feira é uma publicação feirense de conteúdo diversificado e bastante intuitivo, que já chegou marcando a imprensa local com seu método de publicação de alto nível e com um material bastante moderno.
Ao ter contato com a revista, o leitor pode perceber, já pela capa, que não trata-se apenas de uma simples revista, mas sim de uma verdadeira arte impressa. A “Carta da Feira” é uma revista que aborda temas focados na diversidade de informações como: Educação, estética, lazer, cultura, empreendedorismo, educação entre outros.
Foi abordando um desses temas, que a “Carta da Feira” nos proporcionou um conteúdo espetacular, a cultura. A cultura feirense, ainda dispersa para muitos, é sem dúvida algo que vem crescendo visivelmente na nossa cidade. Hoje, pode-se perceber o fluxo crescido de bares, restaurantes e casas de eventos que apostam em seus artistas da terra, uma maneira eficaz de criar um vínculo maior entre interior e cidade grande.
Foi abordando o tema de cultura, que a carta da feira publicou em sua sexta edição, uma matéria muito bem elaborada e com uma edição de primeiro nível.
“Ativismo Autoral Cultural”, o que se entende de ativismo? Bom, para começar, ativismo pode ser classificado como propaganda ativa a serviço de uma doutrina ideológica, partidária ou sindical.
Sendo assim, ao comentarmos sobre essa matéria, estamos nos referindo aos principais contribuintes para a propaganda da nossa terra, pessoas que não esperam pelas organizações, sindicatos, governos ou partidos para atuarem, estamos falando de indivíduos que buscam suas próprias respostas.
Aqui mesmo, em Feira de Santana, localizado à rua H, nº 170, Conj. João Paulo II, está a “Cidade da Cultura”, um dos exemplos de ativismo autoral na cultura feirense, fundada e administrada pelo cantor e compositor Asa Filho e sua esposa Jaci, para ser um espaço de abertura e resistência para as artes da cidade, no segmento “Bar e Restaurante”, é uma casa que além de proporcionar entretenimento e negócios, desenvolve um trabalho voltado para a arte (culturas amortecidas), atingindo principalmente o público que por hora estão dispersos de atividades culturais e de raízes.
A missão da Cidade da Cultura é Trabalhar no propósito de levar às pessoas educação, através da cultura já aplicada na cidade. Desenvolver atividades que venham beneficiar mais a relação entre os homens, proteção ambiental, saúde, artes e principalmente cantar o amor.
Começou como uma ideia pequena, iniciativa do casal; cresceu tanto em circulação, quanto fisicamente. Hoje, é uma casa grande e amplamente visitada. O que mais nos chama atenção na Cidade da cultura, é a decoração feita com elementos da cultura sertaneja, que nos reflete a ideia de um ambiente de resistência cultural que por sua vez, tornou-se um empreendimento de sucesso.
Outro exemplo de iniciativa construtiva para a cultura de Feira de Santana é em forma de acervo virtual. O site Viva Feira que foi fundado pelo
advogado, escritor e culturalista Emanoel Freitas, vem tomando espaço na mídia feirense, um projeto que começou com seu idealizador dispondo-se apenas de ir aos locais onde ocorriam os eventos dos mais variados, fotografando-os e disponibilizando-os na rede, para que se tornasse publica a vida cultural da nossa cidade. No site você pode ter acesso às fotos, os espaços para colunas, perfil de artistas, agenda de divulgação, endereços e contatos de lugares (bares, museus, restaurantes, casas de show, teatros), notícias e uma rádio que transmite pelo próprio site, e que vem sendo, por si só, um grande espaço de abertura, divulgação e encontros – registros gratuitos. A intenção confessa de Emanoel: criar um mega acervo cultural e em constante atualização.
Sem muito tempo, dinheiro e habilidade, o Viva Feira começou mais silenciosamente com Emanoel saindo de casa às noites com sua máquina fotográfica, parando de lugar em lugar para fazer suas coberturas da semana, Hoje, depois de melhoras em estratégias de divulgação e mais investimentos, o site funciona com uma equipe de funcionários que dão continuidade ao trabalho do Emanoel e assim mantendo o público feirense inteiramente ligados as novidades, com conteúdos atualizados diariamente.
O acervo do Viva Feira, conta com mais de 350.000 fotos, mais de 220.000 visualizações.
Com sua particularidade o Viva Feira tem sido uma importantíssima fonte cultural para Feira e região.
Vale ressaltar que há ainda, bastantes outros exemplos que poderíamos citar, como: ciclos de cinema, movimentos de Hip-Hop, a retomada e movimentação do MAC (Museu de Arte Contemporânea), e também a banda Quaternária que ao criar uma agenda permanente de show com Jam session, criou também um circuito de jazz em Feira, já reconhecida pelo público (as quartas de jazz do Jeca).
Com base nos exemplos citados, podemos afirmar que não precisamos de órgãos públicos ou organizações para encontrar nossas respostas, temos em mãos o que precisamos para sermos autores de nós mesmos. Sejamos então coautores da nossa cultura!
“Hoje, as tecnologias da informação permitem que cada pessoa seja autora de sua militância. Hoje somos todos protagonistas. Mas temos que ter o cuidado de não cair no individualismo. O interesse coletivo tem que ser autoral”.