AKOKO LATI WA NI – "TEMPO DE SER" É INDICADO AO PRÊMIO SHELL DE TEATRO, NA CATEGORIA DESTAQUE NACIONAL
Elaborado e concebido com a conjunção de talento, criatividade e competência, o espetáculo encantou as plateias por onde se apresentou, merecendo apoio para ser exibido Brasil afora difundindo o talento feirense.
O texto, a música bem encaixada no espetáculo, a concepção do cenário com excelente flexibilidade para qualquer palco, a iluminação funcional criativa e eficiente complementam o desempenho de atores dedicados e talentosos em um trabalho moderno, que apesar de se designar "teatro preto", é universal e pode ser levado em palcos do país inteiro com garantia de satisfação plena de todas as plateias.
O Viva Feira teima na tese de que o teatro de Feira de Santana é especial e cosmopolita, como sempre foi, desde os saudosos, dos grupos teatrais, Meta, Scafs, TEF, Team, Reforma e muitos outros que tiveram início meio e fim em nossa cidade. Os fins normalmente por falta de apoio institucional e até reconhecimento justo pela própria população feirense.
A Cia. Única publicou em seu Instagram que: "É tempo de colheita.", mas, mais do que isso, é tempo também de reconhecimento e esperamos que a imprensa feirense reverbere a indicação da premiação, e do trabalho maravilhoso que este pessoal vem realizando.
O Instagram do @teatrodabahia, publicou: "O teatro baiano inicia o ano em evidência nacional com a indicação do espetáculo “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana, ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Destaque Nacional. Entre 173 projetos inscritos, a montagem está entre os quatro finalistas selecionados, reforçando a força da produção fora do eixo Rio-São Paulo e colocando a Bahia ao lado de trabalhos do Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais."
Já o Instagram da CiaÚnica, ressalta: "A Cia. ÚNICA celebra esse marco histórico, que reconhece a potência do teatro produzido fora dos grandes centros e reafirma que nossas vozes importam, ecoam e transformam."
Viva a Cultura brasileira!
Viva o Teatro Preto de Candomblé!
Viva o Teatro baiano!
Viva o Teatro Feirense!
O olhar de @lucasfmkr sobre “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, publicado no Instagram:
O espetáculo conta a história de dofona, dofonitinho e famo, três yawôs e estudantes de teatro, às vésperas de montar a peça de formatura. Em busca de respostas sobre seu próprio tempo de vida e existência, eles vão ao terreiro de candomblé pedir à sua yalorixá que pergunte a iroko, o orixá do tempo, como é possível ter tempo para ser.
Jovens, negros, e alvo de um genocídio estrutural, sua jornada gira em torno da pergunta essencial: como envelhecer? Como escapar das balas do racismo e viver uma vida plena, para além da lógica do ter?
Nessa corrida pela vida, eles mergulham em suas identidades negras, guiados pela sabedoria da yalorixá. Confrontam a professora clássica, figura que representa um teatro colonizador e encontram-se com iroko. Através de música, dança, teatro e poesia, a dramaturga onisajé constróI uma narrativa afromítica, no que denomina como macumdrama, dentro da poética do teatro preto de candomblé