Emanoel Freitas

José Emanoel Moreira de Freitas, que desde cedo adotou o nome usual de EMANOEL FREITAS, nasceu em Feira de Santana, em 19-03-1953, filho de Jose Manoel de Araújo Freitas e Maria Sonia Moreira de Freitas, cursou o primário nas escolas General Osório e Ruy Barbosa, o Ginásio no Colégio Santo Antônio (neste colégio em 1970, quando cursava o 1º ano do curso científico, criou um Jornal Mural, tendo sido o primeiro contato com a comunicação e foi Coordenador do Centro Cívico, que substituiu o Grêmio estudantil por imposição da Ditadura Militar, tendo promovido o primeiro concurso de poesias do colégio com colaboração de alguns colegas), passando depois a estudar à noite, no Ginásio Municipal, para trabalhar durante o dia, foi vendedor de calçados, de ações, de seguros e de livros em Feira, fez o curso técnico de contabilidade no Colégio Santanopólis. Neste mesmo período participou dos Grupos Teatrais “TEAM - Teatro Amador” e “Reforma” (do qual foi um dos fundadores), tendo encenado várias peças de grande repercussão em toda região (“Compra-se um Marido”, “A Vigarista” “Prólogo” na peça infantil “O Coelhinho Pitomba” e participado em “Terra de Lucas” de Franklin Maxado), ainda nesta mesma época dividiu a autoria das peças: “Labirinto de Miséria” com Luís Pimentel, e a adaptação livre de “A Vigarista” com Ruy Barcellos, ambas montadas em Feira com excelente repercussão. Em julho de 1972, achando Feira de Santana pequena para os seus sonhos artísticos, mudou-se para o Rio de Janeiro, com objetivo de fazer carreira no teatro, onde, paralelamente a atividade teatral que desenvolvia na Companhia “Roberto Duval Produções” (quando participou da montagem da “Raposinha Envergonhada” de Hélio Nery), cursava o técnico de contabilidade no Colégio Santa Rita. Indignou-se com a repressão e censura que pesava sobre o mundo teatral e desenvolveu habilidades como artesão, passando a sobreviver trabalhando com bijuterias e artefatos em couro, que vendia nas ruas do Rio de Janeiro e nas cidades do interior do Rio e São Paulo, com o propósito de se distanciar da sociedade de consumo, em pleno movimento hippie. Por estimulo de amigos, em especial de Apolônio Salles, após três anos de atividade artesanal apenas, voltou a estudar, formou-se no curso técnico de contabilidade no instituto Santa Rita e prestou em 1975, vestibular no CESGRANRIO, sendo aprovado para o curso de Direito da Universidade Estadual de Rio de Janeiro, onde logo se envolveu no movimento estudantil, apesar da perseguição dos organismos governamentais de repressão, junto com alguns colegas de faculdade editou seu primeiro jornal impresso: "O Andaime", publicando então seus primeiros poemas. Participou de diversos jornais estudantis de outras faculdades na própria UEFS e inclusive na Faculdade de Direito da UFRJ também. Posteriormente colaborou com o Pasquim, prestando informações na área do movimento estudantil, assinando então com o pseudônimo "Mané Freitas, estudante" e como “Mané Moreira” como frasista. Por imposição histórica e como ativista do movimento estudantil e do “Comitê Aberto pela Anistia 1º Maio", teve forte participação no movimento da Faculdade de Direito pelos resgates dos diretórios acadêmicos, tendo feito parte como Diretor do CALC e, também do DCE da UERJ, quando colaborou e criou diversos jornais estudantis. Com o escritor e humorista Sylvio Abreu, o qual já havia publicado um poema seu na revista MAD (sua primeira publicação em uma edição de nível nacional), que levou a ser criado o “espaço poético” para poemas irônicos, organizou o primeiro ponto de Encontro da Imprensa Nanica, na Livraria Época, localizada na Rua Almirante Tamandaré, no Catete, de propriedade do Escritor Resende Filho, onde reuniam Edições da Imprensa Alternativa de todo Brasil, tendo nesta época abandonado o Curso de Direito por ter perdido uma eleição para o Diretório Acadêmico daquela Faculdade. Já envolvido em atividades culturais, pelo convívio com escritores, artistas e intelectuais que colaboravam com “O Pasquim”, fundou junto com alguns amigos a Editora "SINOPSE EDIÇÕES", a qual publicou o Jornal de Humor "O BABEL" (Criado e editado por Sylvio Abreu) e o Jornal de Bairro "O Veículo" (Criado e editado pelo próprio Emanoel sob o pseudônimo de Agripino Crispin, codinome que usava para se proteger nos jornais estudantis frente a ditadura militar), que era dirigido as regiões de Gloria, Catete, Flamengo, Botafogo e Urca. Durante boa parte do período que viveu no Rio de Janeiro, manteve dois concubinatos e teve dois filhos, Emmanuel Oguri Freitas e Thiago Faria Freitas.
Com a abertura democrática do país e o conseqüente desestímulo que se abateu nos órgãos de imprensa alternativa, voltou a dedicar-se exclusivamente ao curso de Direito e ao artesanato que comercializava, na época, no alto do Pão de Açúcar, tendo concluído o bacharelado em junho de 1985 e, no dia 25 de dezembro deste mesmo ano veio passar o natal com sua família em sua terra, onde se encontra até hoje, tendo iniciado profissionalmente sua carreira no mundo jurídico, sendo advogado militante na Comarca de Feira de Santana e região. Pelo seu caráter inquieto é natural que logo voltando a se sentir em casa veio a fazer parte dos movimentos em defesa das prerrogativas da sua categoria. Estabelecido e integrado à advocacia em Feira, casou-se em 1988 e divorciou-se em 2003, relacionamento do qual nasceram às filhas Mariana Andrade Freitas e Emmanuela Andrade Freitas, que após o divórcio continuaram a viver com o pai. Em face da experiência em jornalismo, integrado aos movimentos da OAB, editou Jornal da instituição na Gestão de Ivan Dórea, participou de várias comissões em gestões de Vitalmiro Cunha, tendo ocupado a Secretaria da Subseção da OAB de Feira de Santana no triênio 2004/2006, sob a presidência de Celso Pereira. Pela sua natureza e por nunca ter parado de escrever sempre está participando dos movimentos de resistência poéticas e literárias de Feira, como sempre fez durante toda sua trajetória, já tendo participado objetivamente do Jornal do “Movimento Literário” (2001/2002) e, em 2003 com um grupo egresso daquele movimento, fundaram o Informativo Cultural "O Sonhador", do qual fez parte do Conselho Editorial. Em 2004, indicado por Benjamim Batista, se tornou membro da Academia Baiana de Cultura, e participou da Antologia Poética “Vozes D’alma”. Em 2009, inconformado com as deficiências de informações no mundo cultural feirense, resolveu com Josy Ramyler criar um site para divulgar não apenas as atividades artísticas e culturais ocorridas em Feira de Santana, mas a própria arte e cultura no que fosse possível, criando assim um portal cultural, hoje em franco desenvolvimento e popularização, denominado “Viva Feira”, onde é o principal redator e mantém uma página como colunista, publicando crônicas e poemas. Integrado na linguagem digital, mantém páginas na maioria dos sites de relacionamento, como Orkut, Facebook, My Space, Sônico, etc., além de Twitter e blogs pessoais. Apresentou o quadro “Direito da toda prova” dentro do Programa de Rádio, “Diário da Feira” durante alguns meses e atualmente participa do “Jornal da Povo” com o quadro “Viva Feira”, informando os destaques da atividades culturais de Feira de Santana, ambos da Radio Povo AM. Tem no prelo dois livros pra publicação, um denominado “Verso e Reverso” e “O M´Eu”, o primeiro com poemas e crônicas e o segundo reunindo seus poemas por fases de sua trajetória de vida.

A MUSA

EMANOEL FREITAS

Fiz meus mais belos poemas de amor

em segredo

Para uma musa
Que guardo só prá mim

egoisticamente
em meu ser

Não divido

seu modo doce de andar

Não reparto

seu largo sorriso brilhante

Não dou pistas

do seu molejo intrigante
Não mostro minha musa prá ninguém

tenho ela só prá mim

Pois,

Se mostrasse minha musa ao mundo
e todos pudessem conhecer

seu lábios sedutores
seu olhar altivo e faceiro
e seu jeito de amar matreiro

inspiraria o coração dos sonhadores
ofuscaria o brilho das flores
e haveria poetas demais

Por isso guardo ela em segredo
mas não o faço apenas por medo
pois a força que me faz escrever
só poderia emanar d'alguém
que é da minha musa

e de mais ninguém.

"VERDADES E MENTIRAS"
NENÉN E O CORONEL AGOSTINHO

A cidade, que me lembro na infância, crescia em direção da grande avenida construída com planejamento e pretensão de metrópole, via larga com um largo canteiro central, arborizado e com canteiros, a Av. Getúlio Vargas, mas as principais referências de Feira de Santana, eram: a Rua Direita (Conselheiro Franco e Tertuliano Carneiro), a Rua do Meio (Sales Barbosa), onde imperavam os prostíbulos da cidade já misturados com algumas casas comerciais e, a Avenida Sr. dos Passos, onde ficavam concentradas as casas da maioria dos bem nascidos da cidade. A Feira acontecia pequena, aos sábados e, na segunda havia a grande feira, de todos os produtos produzidos na região e até vindos de lugares mais longínquos, para serem comercializados aqui.
A avenida Getúlio Vargas terminava na altura do Paço Municipal, as Praças, da Bandeira e João Pedreira complementavam aquela via até a Rua Direita. A ligação com a Rua de Aurora era feita por uma rua estreita chamada, "Beco do Vital" (também conhecido em outros períodos como "Beco da Loja Pires" e "Beco da Sadel"), no qual, ao final do beco, nas grades feiras, havia uma exposição de móveis artesanais, populares, para mobiliarem as casas das parcelas mais pobre da população, vez que os ricos encomendavam seus móveis em Salvador, e até importavam os apetrechos de outros países. As diferenças sociais eram imensas, embora não houvesse o clima de insegurança que vivemos hoje em dia.
Moreno de porte mediano, boa aparência, conhecido pelas suas armações e peripécias, conseguia manter, além da fama de "pau d´água", o conceito de bom profissional como marceneiro, que quando produzia alguns móveis, expunha nos dias da grande feira, ali na Rua de Aurora junto com os demais artesãos do ramo.
Não se tem notícias de onde Nenén era natural, vivia em Feira e, como a maioria dos migrantes nordestinos e mesmo de cidades do interior da Bahia, não se sabia muita coisa a respeito daqueles ou da suas famílias, mas Nenén já vivia em Feira há tempo suficiente para ser reconhecido pelos seus hábitos de bom profissional, como marceneiro e bom beberrão, o que lhe conferiu o apelido de "Nenén cadê a Ema", uma referência ao andar jocoso da pobre Ave, que anda com aparência de que está cambaleando, embora não tenha tido o prazer ou sofrido os efeitos de uma boa cachaça.
Contam que o crescimento da população de Feira de Santana era estimulado pelos grandes lideres políticos da época, dentre eles, um se destaca pela quantidade de pessoas que conseguiu trazer para Feira, a quem ele doava terrenos e arranjava empregos para que no ano eleitoral assegurasse uma boa vitória nas urnas. Dizem que o Coronel Agostinho Fróes da Mota, no início, quando começou com as doações de terrenos para atrair moradores para a cidade, o fazia, estabelecendo a metragem de acordo com a quantidade de filhos que tinha o apadrinhado, mas logo começou a aparecerem famílias de dez, doze e até quinze filhos e, o Coronel Agostinho, que era muito sagaz e começou a ver esperteza para aproveitarem-se da sua boa vontade, mudou de estratégia e estabeleceu um padrão de terrenos para doação. O testemunho deste fato é a Rua Cristóvão Barreto, antigo "Pilão sem Tampa", que segundo os mais velhos, foi inteiramente doado pelo Coronel Agostinho, tanto que, como se observa o início da rua, as casa tem em média seis metros de frente, quase como se fosse construída como um conjunto habitacional.
Nenén, segundo afirma a lenda, vivia em uma casa cedida pelo Coronel Agostinho Fróes da Mota, que era homem austero e, em nada concordava com a peripécias de Neném, fatos que incomodavam o líder político, e que nem por isso poderia tomar uma atitude mais severa, pois o malandro já gozava de certa popularidade, exatamente pelas pilantragens bem humoradas que costumava armar.
Sem alarde e tentando sutilmente afastar a má influência de Nenén na comunidade, mandou um recado para que o mesmo fosse ao casarão, pois precisava lhe falar. Neném apareceu com a reverência que mantinha diante do respeitável líder político da comunidade e, depois de ouvir sérias restrições a seu comportamento, lhe foi solicitada a devolução das chaves da casa onde o malandro residia, dando-lhe é claro um prazo que ficaria ao seu encargo estabelecer. Nenén que nunca perderia a pose diante de situação mais difíceis, retrucou que devolveria as chaves até naquele mesmo dia, afinal, a casa, era do Coronel e ele teria direito de ter as chaves quando bem entendesse. Compreensivo o Coronel Agostinho firmou o prazo de trinta dias para que Nenén devolvesse as chaves da casa.
Passado os trinta dias, espontaneamente, Nenén apareceu no casarão com uma penca de chaves e procurou o Coronel para entregá-las. Foi recebido e naturalmente ouviu alguns conselhos do líder político, que ao receber as chaves abriu uma das gavetas de sua escrivaninha e jogou-as lá. Passado pouco mais de um ano, um dos vaqueiros do Coronel precisava vir morar em Feira, quando este se lembrou daquela casa onde residia Nenén e, que desde a devolução da chaves não havia sido repassada para ninguém. Abriu a gaveta, entregou as chaves ao vaqueiro e afirmou: "..ajeite sua família nesta casa, e veja se esta precisando de alguma reforma, pois está fechada há mais de um ano". Acreditando estar com os problemas resolvidos, o vaqueiro pegou sua família e sua mudança e rumou para o novo lar. Pouco tempo depois, voltou ao casarão e foi encontrar-se com o Coronel, a quem afirmou: "desculpe Coronel, mas tem um bocado de gente morando lá na casa que o senhor me deu as chaves". Agostinho Fróes da Mota, que era um homem de atitudes definitivas, imediatamente mandou alguns de seus empregados irem buscar o espertalhão do Nenén.
Conduzido pelos empregados do Coronel, Nenén volta ao casarão, embora trazido um tanto quanto a força, demonstrava fisionomia de tranqüilidade, como era comum ao vivaldino em circunstância de pressão. Frente a frente com o Coronel, Nenén ouviu um severo sermão, que culminou, com a seguinte indagação: "...como é que lhe peço para entregar as chaves da casa e depois de um ano o Sr. ainda está morando lá?", no que retrucou Neném: "Ora Coronel, o Sr. me pediu as chaves, eu lhe entreguei as chaves, se o senhor tivesse me pedido a casa, eu teria entregado a casa, e o senhor nem imagina o sacrifício que é, estar há mais de um ano e tanto entrando na casa pelas janelas".
Nenhum dos contadores de estórias que conheci souberam descrever a expressão do Coronel Agostinho Fróes da Mota diante da justificativa de "Nenén cadê a Ema".


OBS: Esta estória que teve alguns dados confirmados pelo grande estudioso da história feirense Carlos Melo, segundo este, consta de um dos livros de Alberto Boaventura, que vale ser conferido pelo contexto histórico do trabalho do estudioso e intelectual feirense.

Sex, 11-Mar-2011 23:33

VERDADES E MENTIRAS

São muitos os planos que nos costumamos fazer em uma vida, dentre os tantos que fiz, um, entendo da maior importância, que seria registrar histórias e, talvez, principalmente, estórias acontecidas em Feira de Santana. Uma cidade que pela sua localização geográfica e, a condição de entroncamento rodoviário nacional, ganhou a excelência de hospedar temporariamente e até definitivamente, um cem números de personagens verdadeiramente ontológicos, mais tarde, pelo fato de ter sido instalado em Feira, o Hospital Colônia Lopes Rodrigues, tivemos enriquecida a nossa fauna, pois, além dos aventureiros que por aqui passavam, tínhamos também, um bom número de débeis mentais de todos os graus, desde os loucos perigosos, que vez por outra escapavam da colônia, até os "malucos beleza" que terminavam se tornando folclóricos no dia a dia da cidade e, que foram registrados, na sua maioria, pela competente literata, Professora Lélia Vitor, no livro "Cidadão do Mundo".
O plano original era escrever estas estórias ou histórias, se levarmos em conta o pensamento de Napoleão Bonaparte que afirmava: "A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo.", com um feirense que acredito ter sido o indivíduo que mais amou esta terra, meu pai, Araújo Freitas, e que tinha na memória um verdadeiro arsenal dos "causos", sobre os personagens folclóricos de Feira, mas infelizmente ele se antecipou ao projeto e se retirou definitivamente de nossa convivência, tendo por isso mesmo, ficado de lado a idéia de realizar este registro. No entanto, sempre pensei em retomar a idéia a partir da experiência de outros feirenses tradicionais, que também sabem muito sobre a vida de nossa cidade.
Denominar a reunião dos "causos" feirenses de "Verdades e Mentiras", já era uma proposta que tinha nascido no Rio de Janeiro, não por ter assistido o filme homônimo de Orson Welles (por sinal fantástico), ou por ter conhecido alguns livros também homônimos, e até outros focados na discussão filosófica sobre o tema, como o polêmico: "Sobre a verdade e a mentira em sentido extramoral" de Friedrich Nietzsche, mas principalmente, após Sylvio Abreu, um grande amigo, escritor e humorista de primeira linha, ter escrito "Verdades e Mentiras sobre Caratinga", sua terra natal, o que me levou a entender que todo cantão, seja lá onde for, tem o direito de ter um registro semelhante dos seus casos folclóricos, para que a história que vem travestida no âmago dos "causos, não se perca no tempo, independente da grandiosidade que possa ter a discussão filosófica sobre a verdade e a mentira.
A "verdade" é a propriedade de estar em conformidade com os fatos ou a realidade, a exatidão, a autenticidade, a veracidade; já a "mentira", afirmam os dicionaristas e os filólogos que é afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro, ou qualquer coisa feita na intenção de enganar ou de transmitir falsa impressão. No nosso caso vai importar muito pouco a constatação dos fatos, vamos racionar dentro do pensamento Nietzsche, que afirma: "Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.", ou seja, todas as estórias de Neném Cadê a Ema, Conterrâneo, Seu Zé, Alô, Jippe, Pedro Grosso, Zé dos Brilhantes, Garapa, Carmélia, Marta Rocha e muitos outros personagens que iremos identificar através do "ouvi dizer", desfilarão na série "Verdades e Mentiras" que publicaremos a partir de agora de forma alternada com outras resenhas e, de acordo com as circunstâncias e a quantidade de causos que conseguirmos registrar.
Se reunirmos estórias que justifiquem no futuro a edição de um livro, este será publicado em homenagem a José Manoel de "Araújo Freitas", que viveu e morreu amando esta terra e, dando tudo de si para vê-la formosa e bendita como exclama o hino à Feira.
No mais, só podemos afirmar que os contadores de estórias são pessoas que falam muito, dêem sempre um desconto aos "causos", pois como afirma o brilhante Millôr Fernandes: "As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades."
Dentre os muitos "artistas" que viveram em Feira, nos não sabemos porque vieram parar aqui, os mais velhos falam muito de uma tal "Neném cadê a ema", que era uma marceneiro, que afirmam ter sido um bom profissional, mas que era melhor ainda de copo, e um tanto quanto preguiçoso, ou a conseqüência da cachaça não o deixava se organizar na profissão, tanto que o apelido "cadê a ema", é uma referência, que era muito usada para quem vivia mais tempo em estado etílico do que normal, em uma alusão ao andar jocoso da ema, que coitada nunca bebeu nada. Mas tudo isso é outro estória, que vai ficar para a próxima resenha.

Seg, 14-Fev-2011 15:03

SEM EIRA, NEM BEIRA, NEM RAMO DE FIGUEIRA

Efetivamente a quase todos os animais existentes na terra foi dado pela natureza a capacidade de emitir algum tipo de som, entendemos e observamos que mesmo entre os irracionais, os sons emitidos de certa forma representam o principal meio de comunicação. A nos seres humanos foi nos dado o dom da "fala", e com ele criamos a palavra, que definitivamente é a qualidade que mais nos difere dos outros animais, pois serve inclusive para justificar ou nos desculparmos quando agimos irracionalmente. Através da fala, criamos as palavras e, com a articulação de palavras, criamos a beleza das poesias, a literatura, o canto, que embora seja um dom dos pássaros, conseguimos criar com ele, uma dimensão de beleza que se torna difícil mensurar qual canto é mais belo ou mais perfeito, pois chega a tocar a alma humana em algumas circunstâncias. Na verdade criamos um meio de comunicação capaz de expressar tudo que sentimos, nas mais diversas línguas, formas e ritmos e, nos manifestamos com beleza, com seriedade, com alegria, com tristeza e com decepção. No Editorial de dezembro de 2010 o Viva Feira se reportou a indignação e revolta dos artistas e intelectuais feirenses, em relação aos desmandos do poder público municipal com a cultura e a arte em nossa cidade, na esperança de que alguma atitude viesse a ser tomada por quem exerce o poder no município feirense, mas até agora resultou inútil, nada foi feito e, não vemos um planejamento para o ano de 2011, como não houve para 2010, quando todas as atividades culturais patrocinadas pela prefeitura foram realizadas de última hora e, até hoje existem artistas que não receberam os pagamentos prometidos pelos trabalhos que realizaram.
Antes de existirem os modernos meios de comunicação, como, o rádio, a televisão, os jornais, as revistas, a internete, e etc., a inteligência humana criou formas de passar lições de pai para filho e, de popularizar esses conhecimentos, que em regra decorriam da capacidade de observação do homem em seu meio, e que até hoje usamos, pois tratou-se de uma criação tão forte e fácil de ser difundida, que nunca deixamos de usá-los, são adágios, que os dicionários definem como: "sentença moral de origem popular" (Dic. Houaiss), que também denominamos de: provérbios, ditados, máximas, anexins, e que os dicionários também atribuem o poder de aconselhar, de educar, de edificar; etc. Fato é que as frases populares tem a excelência de quase sempre expressar com propriedade o que nós sentimos, como por exemplo: SEM EIRA, NEM BEIRA, NEM RAMO DE FIGUEIRA, que nos estudos do intelectual Fernando Dannemann, significa que a eira e a beira, são sinais evidentes de riqueza e prosperidade. Segundo o estudioso: "as áreas calçadas ou de terra apisoada e dura, onde se batiam, secavam e limpavam cereais e legumes, eram as eiras, a mesma denominação dada aos terrenos onde a cana ficava depositada aguardando moagem nos engenhos de açúcar. Assim também eram chamados os depósitos de sal a céu aberto nas marinhas salineiras, ou o pátio anexo a algumas fábricas de tecido." Já a "beira" "era também o nome que se dava ao que hoje é comummente conhecido como aba ou beiral do telhado, um pequeno prolongamento da cobertura da casa que nos tempos coloniais caracterizava as construções de famílias portuguesas abastadas, para enfeitá-las e protegê-las da chuva." Segundo a escritora Luíza Galvão Lessa Karlberg, da Academia Acreana de Letras: "eira designava aquele terreno de terra batida ou cimento, onde deixam os grãos ao ar livre. E beira era a beirada da eira. Assim, quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos ao deus-dará e o proprietário fica sem nada. Um dado curioso a observar é que, antigamente as casas das pessoas abastadas tinham no telhado dois tipos de acabamento, a beira ceveira (beira sobre beira = beiral) e a eira que era o acabamento decorado, feito na fachada, e a casa da plebe tinha apenas o telhado sem acabamento." O fato mais importante é que ambos os estudiosos concordam com o significado do dito popular, que reflete o estado de pobreza e miséria a quem se atribue a falta da eira e da beira. Já o "ramo de figueira", é comum seu uso no Estado da Bahia, para indicar que além de não ter nada construido, não tem sequer uma "muda" para plantar e construir alguma coisa na vida.
Diante de tudo que vimos nos últimos dois anos do governo municipal, que nada acrescentou a cultura e a arte feirense, ao contrário, reduziu-se os dias do Natal na Praça e do Teatro vai aos Bairros, só podemos afirmar com precisão que o dito popular explicado acima, reflete o que a cultura e a arte feirense vive neste momento, ou seja, se encontra SEM EIRA, NEM BEIRA, NEM RAMO DE FIGUEIRA.

PRESENTE DE GREGO

As festas natalinas nos remetem sempre ao sentimento de confraternização, família, presentes, estas coisas que estamos acostumados desde criança, na medida em que fomos educados sob a régia do cristianismo. É uma época de estar presente com os amigos, com a família e de presentear (como conseguiu o comercio impregnar em nossos inconscientes), mas no ato de presentear, devemos ser cuidadosos e zelosos, e escolher com cautela, o que, e a quem vamos presentear. Não podemos esquecer que depois que a Mitologia Grega, nas crônicas de Homero, disseminou a história da esperteza grega, por orientação de Ulisses, em deixar um enorme cavalo de madeira nas portas de Tróia, cheio de soldados, prontos para saírem do referido eqüideo de pau, enquanto os troianos bêbados pela falsa idéia da vitória se encontravam completamente desprevenidos, em todo o mundo, sempre que alguém nos presenteia com alguma coisa que nos prejudica ou nos proporciona custos, costumamos denominar como "presente de grego". A diferença fundamental no espírito da expressão é que os gregos realmente conheciam a conseqüência do presente que estavam dando aos troianos, mas hoje, nem sempre, o presenteador conhece os danos que o presente vai causar ao presenteado, o que é uma temeridade.
Imaginem que há mais ou menos dois anos passados, na eleição municipal, o Prefeito José Ronaldo, que estava por deixar o governo do Município, após dois mandatos de uma brilhante gestão, que mudou a face de Feira de Santana, em campanha pela sucessão, pediu ao povo feirense que lhe presenteasse com a eleição do atual Prefeito, Dr. Tarcizio Pimenta, o que, a população feirense, agradecida pelo trabalho que o ex-prefeito havia realizado na cidade, atendeu e elegeu Dr. Tarcizio para um mandato, que muitos diziam que seria o terceiro mandato de José Ronaldo. Afinal o ex-prefeito goza da confiança do povo feirense, pois vejam que na eleição para Senador, José Ronaldo arrebatou 80% da votação dos feirenses, em mais um testemunho da aprovação que este homem público tem na cidade que escolheu viver e por ela trabalhar.
Ocorre, que no primeiro ano de governo de Dr. Tarciízio Pimenta, este cumpriu o orçamento elaborado pelo seu antecessor e realizou muitas obras que já estavam em andamento e, manteve as atividades culturais criadas por José Ronaldo, é certo que os Festivais quase não aconteceram, mas culminaram por ser realizados "em cima do joelho" (como diz o dito popular). Na premiação atrasada do Vozes da Terra 2008, Dr. Tarcisio compareceu ao evento, e prometeu um 2010 dinâmico do ponte de vista cultural, além do Vozes da Terra, muitos outros eventos seriam realizados, inclusive festivais estudantis para revelar talentos. No início do ano planejou-se a criação do corredor cultural, no espaço batizado com o nome do Artista Plástico feirense Marcos Moraes, construindo-se ali um palco fixo, onde seriam realizados diversos eventos culturais, inclusive o "Projeto Pôr do Sol", que proporcionaria um final de tarde musical e artístico durante o final do verão. Criou-se também uma grade de apresentações de artistas, que foi suspenso para que fosse construído o tal palco fixo, que até hoje não saiu do papel. O "Projeto Pôr do Sol", "virou azougue", os Festivais, Gospel e Vozes da Terra, foram realizados dentro do Teatro do Maestro Miro por questões de economia, o "Natal na Praça" foi reduzido a 15 dias e os artistas só irão receber em fevereiro de 2011, o "Teatro vai aos Bairros" também teve seu período reduzido. Já se fala em acabar com o Vozes da Terra em 2011, e o São João dos Distritos está ameaçado por uma megafesta que seria realizada no parque de Exposições daqui da sede, parece até haver a intenção de apagar as marcas dos eventos culturais iniciados pelo governo anterior, ou seja, o terceiro mandato de José Ronaldo, parece mais o anti-governo José Ronaldo. Que "presente de grego" que ele pediu ao povo de Feira, hein?
O pior de tudo que foi um "presente de grego" para ele, José Ronaldo, e para a população de Feira, que vem testemunhando um verdadeiro desmantelamento das poucas atividades artísticas patrocinadas pelo município, que nós tínhamos e, que Dr. Tarcízio Pimenta prometeu melhorar.
O respeitável intelectual, literato e professor universitário, Roberval Pereyr, que também representa uma das gamas mais importantes de intelectuais feirenses, fundadores da revista "Hera", da qual participa Antônio Brasileiro, uma das figuras mais imponentes da cultura de nossa cidade, revoltado com os desmandos e desdém do poder público municipal com os movimentos culturais locais, levantou sua voz, dentro do MAC - Museu de Arte Contemporânea, o qual denomina de um dos nossos "territórios sagrados" e que não devemos abrir mão dele, para protestar e propor que a classe artística e intelectuais feirenses reúnam-se para tomar uma atitude que imponha o respeito e a consideração que merecem ter dos poderes constituídos.
A bem da verdade, chega de vermos artistas de outras praças, que usam o "jabá" como forma de se tornarem populares, virem a Feira de Santana, receberem cachês milionários, quando não tem o décimo da qualidade de artistas locais que trabalham e zelam pelo nome da Feira, e recebem migalhas com meses de atraso. Todos os artistas de fora de Feira, que se apresentaram na micareta, no São João ou na Exposição, receberam antes de subirem ao palco, ao passo, que existem artistas feirenses que ainda não receberam o cachê da apresentação que fizeram na micareta de 2009. Tem razão a indignação dos artistas de Feira de Santana, com o tratamento que Dr. Tarcízio Pimenta vem dando a eles e isto tem que mudar. O Viva Feira se solidariza integralmente às palavras de Roberval Pereyr e, de todos os demais artistas de Feira vítimas deste tratamento discricionário e injusto.
Certamente muitos feirenses têm motivo para agradecerem a José Ronaldo pelo Trabalho que realizou como Prefeito de nossa cidade, mas este "presente de grego" que ele nos deixou( ??? ).

QUEM AVISA AMIGO É
(ÚLTIMA DA SÉRIE: FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE)

Uma cidade como Feira de Santana, a maior do interior do nordeste, um centro comercial distribuidor para todo interior da Bahia e parte do Nordeste, um crescente centro industrial que se amplia ano a ano, somados ao grande potencial em agropecuária que originou tudo isso, necessita inevitavelmente de uma representação política que corresponda a pujança do Município e, que possa auxiliar e liderar o crescimento de toda a região. Todo crescimento em torno de Feira, dentro da microregião, reflete no crescimento da própria Feira de Santana.
Ocorre que, nossa cidade perdeu há alguns anos a unidade que qualquer pequena cidade consegue manter, que costumamos denominar de bairrismo, característica que Feira de Santana já teve um dia. Houve um tempo, quando o crescimento não era tão grande, que os nativos (feirenses) e migrantes que terminavam parando por aqui em sua jornada para o sul do país, por Feira ser uma cidade de oportunidades em virtude de sua condição geográfica (entroncamento rodoviário), e que resolviam aqui residir e criar raizes, normalmente éramos tomados por um sentimento de devoção, de afeição pela terra princesa, e de tudo fazíamos para seu desenvolvimento. Nosso sentimento de unidade já foi tão forte, que na década de 70 chegamos a ter 5 deputados federais, quando a população feirense variava em torno de 200.000 habitantes. Hoje com bem mais de 600.000 habitantes, com um progresso considerável e invejável para muitos centros urbanos do país, só conseguimos eleger um único Deputado Federal. Agora eu lhes pergunto; o que é que isto significa?
Significa que teremos apenas uma voz em defesa dos interesses de Feira de Santana, que nas indicações de verbas para o orçamento federal, teremos apenas uma cota, quando já tivemos cinco. Significa também que teremos apenas Fernando Torres para apresentar projetos do interesse de nossa cidade, e que terá que fazer verdadeiras "via-crúsis" para aprová-los, pois estará sozinho nesta jornada. Sozinho porque a população de Feira o deixou sozinho, porque o nosso bairrismo não existe há muito, e por mais que tenhamos insistido em todas as oportunidades de que: "feirense vota em feirense", como João Batista, pregamos no deserto.
Até mesmo entre os Deputados Estaduais elegemos apenas 4, um experiente e três que vão aprender a legislar, e temos que torcer que aprendam rápido. Certamente estamos com alguma vantagem se estes senhores que usufruíram de nossos votos, se unirem em torno dos interesses de Feira de Santana ao invés de se dividirem pelos interesses partidários, o que esperamos que não aconteça.
A maioria dos aventureiros que vieram aqui e derramaram um caminhão de dinheiro em forma de esmolas para os vendilhões de Feira de Santana, não se elegeram, e agora eu pergunto, valeu a pena vender a consciência por alguns trocados e ficar sem uma representação parlamentar mais digna? Reflitam.
Reflitam, e não esqueçam que em uma eleição, não é o interesse pessoal que deve prevalecer, mas o interesse coletivo. Quando defendemos o interesse da maioria, todos ganham, quando utilizamos o nossa voto em interesse próprio, todos perdem, inclusive os vendilhões que vão passar quatro anos com menos oportunidades, ou seja, os trocados recebidos em uma eleição não valem a pena de nenhum modo.
A população tem que observar também o trabalho destes tais "cabos eleitorais" e "vereadores locais" que vendem a consciência, pois eles recebem até quantias significativas, mas o povo fica quatro anos a "ver navios", como Feira não tem mar, nem isso.

LÁGRIMA DE "JACU BALEADO" TEM GOSTO AMARGO, E LEVA QUATRO ANOS PARA PASSAR
(DA SÉRIE "FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE")

No Nordeste é muito comum aos partidários de determinada corrente política que obtiveram sucesso em uma eleição, atribuir aos perdedores a condição de "JACU BALEADO", o que é incômodo para quem perde e uma diversão para quem ganha. Não encontramos na literatura uma definição plausível para a expressão, porque jacu, que na forma definida nos dicionários trata-se da designação comum às aves galiformes da família dos cracídeos, gênero "Penelope", arborícolas, que possuem garganta nua com barbela vivamente colorida, especialmente os machos durante o período reprodutivo e, que vive em pequenos bandos, o que não caracteriza qualquer relação com um indivíduo derrotado em uma eleição. Para ilustrar a aparência da ave, os jacus, na verdade, assemelham-se em muito aos nossos conhecidos e comuns "perus". Mesmo na internet, onde se encontra explicação para quase tudo, não conseguimos uma para o usual "jacu baleado", exceto, na afirmação do "Dicionário Informal" (alimentado pelos próprios internautas) que afirma: "Eleitor que votou em candidato derrotado, geralmente em cidades pequenas." (resposta oferecida por Almir Querino Câmara, do Estado da Bahia), que até aí, não acrescenta nada, pois não justifica o motivo do uso da expressão no caso de eleitor que tenha perdido seu voto, ou oferece qualquer outro entendimento lógico.
Assim, para definir a expressão "jacu baleado" temos que nos remeter ao conhecimento popular, de onde se afirma que o jacu é uma ave feia e sem graça, arborícola, mas de um tamanho (muito grande) desproporcional aos pássaros que costumam nos encantar com sua beleza quando voam de galho em galho, talvez o primo mais feio do pavão, com um leve parentesco com os urubus, o que já cria um bom adjetivo para atribuirmos aos adversários que queiramos pirraçar e, o baleado, certamente pelo fato das grandes aves em geral, ser de difícil abate a tiros, mas quando feridas à bala, agem desordenadamente, como se estivesse meio tontas, ou seja, um ser feio e tonto pela derrota sofrida. Ora, é a única explicação lógica que encontramos para o famigerado "jacu baleado". Fato é que o "jacu baleado" sofre, pela derrota ou pela pirraça dos adversários, e quem sofre chora lágrimas amargas, que neste caso duram no mínimo quatro anos, pois só terá oportunidade de dar o troco ou corrigir o erro que cometeu na urna, quatro anos depois.
Tememos, e isto seriamente, que Feira de Santana se torne uma cidade de "jacus baleados", pois damos atenção aos aventureiros que só aparecem aqui em épocas de eleição, permitimos que nos dividam e, no final das contas, ficamos com uma representação parlamentar aquém da nossa capacidade e possibilidade, débil para as nossas necessidades, que em verdade é a de uma cidade que pode crescer e desenvolver sempre mais, oferecendo um padrão e uma qualidade de vida bem melhor aos seu habitantes, do que a fraca representação, que os eleitores desatentos e que se vendem por trocados, nos proporciona.
Engraçado é que diante das falácias dos políticos aventureiros, que nos chegam às pencas, em vésperas de eleição, munidos com numerário duvidosos, que cegam uma grande parte da população, e que, por isso mesmo, deixam de votar em candidatos da terra ou comprometidos com nossa cidade, permitindo o enfraquecimento de nossa base política parlamentar, após agirem como vendilhões de nossa cidadania, passam quatro anos reclamando da administração pública, quando não souberam na hora certa exercer com responsabilidade o dever de cidadão e, assegurar a Feira de Santana uma representação política digna.
As ruas estão cheias de cartazes de aventureiros que nunca vieram a Feira, nem para passear, e até passeatas e carreatas são realizadas em nome destes espertalhões, por idiotas locais que se vendem por dois tostões e desamparam a cidade que proporciona suas sobrevivências. Não pensam no futuro, nem por um minuto, e reduzem o nosso poder de barganha diante das reivindicações mais sérias para nossa cidade, inclusive na indicação de verbas no orçamento federal, apenas por alguns trocados nos períodos eleitorais.
Não é um problema tão atual, Feira de Santana, a bem da verdade, por este motivo, em especial, e por falta de unidade cívica, sempre teve uma representação débil (com exceção da década de 1970, quando Feira chegou a ter até cinco Deputados Federais), considerando o seu quociente eleitoral. Os metidos a sabidos não aprendem, e fazem campanhas para candidatos estranhos a Feira, não vêm que mesmo eles "ganhando o voto", a cidade perde, e que de qualquer modo, nunca vamos passar de "jacus baleados", pois ficaremos feios se nossa cidade ficar feia, e tontos, pois não teremos quem defenda os nossos interesse nos planos estaduais e federais da esfera administrativa, por quatro longos anos.
Ser ou não ser uma cidade de "jacus baleados" é uma escolha e decisão do povo feirense, e depende exclusivamente de uma tomada de consciência, votar com a responsabilidade de um cidadão sério, que ama e respeita o lugar onde vive com sua família, não creditar em promessas de estranhos a nossa realidade, pois estes "santos do pau oco", após o período eleitoral, continuarão estranhos a nós feirenses, e escolher entre os candidatos de Feira, aqueles que tenham um perfil de seriedade e compromisso com o desenvolvimento e a qualidade de vida do município em que vivemos. Sem dúvida, o segredo para não sermos, direta ou indiretamente "jacus baleados", é FEIRENSE VOTAR EM FEIRENSE. Vote certo do dia 03 de outubro e vamos construir cada vez mais, uma cidade boa e acolhedora para vivermos com os nossos filhos.

Sáb, 02-Out-2010 0:46

Por Emanoel Freitas

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PROMESSAS DE "SANTO DO PÁU ÔCO"
(DA SÉRIE: FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE)

Não é incomum vermos alguém atribuir a outrem o adjetivo de "santo do pau oco", para indicar que esta pessoa esconde alguma coisa, que normalmente é característica de sua personalidade, ou seja, como afirma o verbete nos dicionários de um modo geral: "Santo do Pau Oco" é uma expressão popular utilizada para designar pessoas dissimuladas, fingidas, que se fazem de boazinhas e só aprontam escondidas. Mas é claro que esta expressão tem uma origem, que segundo alguns pesquisadores, é de caráter histórico e nos remete ao período colonial, quando para livrarem-se dos pesados tributos da coroa portuguesa, comerciantes, escravos e até mesmo clérigos e governadores provinciais usavam imagens de santos, entalhados em madeira oca, para dentro das mesmas esconderem ouro e pedras preciosas, sem ter que pagar a cobrança do “quinto” (que representava apenas 20% do valor dos minérios. Não riam) pois achavam extorsivo.
Segundo Fernado Kitizinger Dannemann, que pesquisou na obra do folclorista Luiz Câmara Cascudo em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, as imagens de santo ocas, retornavam ao Brasil recheadas com o dinheiro falso que os portugueses nos mandavam em pagamento ao nosso minério. Como afirmam todas as fontes pesquisadas, não existe prova concreta de nenhum destes fatos, mas efetivamente as imagens ocas existentes até hoje é uma indicação de que realmente ocorriam tais fatos, ainda que alguns historiadores queiram afirmar que o enchimento dos santos visavam evitar os saques no transporte de valores, o mais provável é que o objetivo do truque fosse para driblar o fisco da coroa, realmente. De qualquer modo, o nosso lucro ficou na expressão motivada pelos espertalhões do passado, talvez quem sabe para nos livrar dos espertalhões do presente.
Segundo o Wikipedia, a versão de que os santos eram ocos com objetivo de driblar o fisco ou os salteadores é considerada como lenda, em face da pouca comprovação dessa utilização. Afirma que "provavelmente, esse tipo de imagem era feito pelos mesmos motivos que na Europa, onde, desde a Idade Média as esculturas em madeira eram escavadas para que as peças rachassem menos e ficassem mais leves". Por outro lado, não podemos esquecer o fato de que a expressão permaneceu no imaginário popular brasileiro, com muita força em Minas Gerais que é o berço da mineração no Brasil na época colonial e, como se diz pelo País a fora, "onde tem fumaça tem fogo", de modo que vou continuar dando um certo crédito a lenda.
Em Feira, em períodos pré eleitorais é quando temos na cidade a maior invasão de "Santos do Pau Oco", que espalham seus cartazes, outdoors, cheios de promessas, embora não conheçam nossa realidade e muito menos nossa necessidades, todos atrás de nosso mais importante tesouro, nesta época, nosso voto. Têm a "cara de pau" de bateram a nossa porta, normalmente acompanhados por "Santos do Pau Oco" locais, que já receberam suas quarenta moedas, apertarem nossas mãos, e assegurarem que vão lutar ou defender os interesses de Feira de Santana. Podem até nos oferecer uns presentinhos, algumas moedas ou outra coisa que o incauto precise, mas como diz o significado da velha expressão popular, são pessoas dissimuladas, fingidas, que se fazem de boazinhas, mas que visam apenas o próprio lucro. Ficarão quatro anos, ganhando um suntuoso salário, empregando seus asseclas, amigos e parentes e, quando tiverem oportunidade levarão os benefícios que puderem para suas terras de origem, suas verdadeiras bases eleitorais. Feira é apenas, para eles, uma região de mineração, onde eles vêm garimpar nossos votos, com promessas que não serão cumpridas, e que se não abrirmos os olhos ficaremos com uma representação fraca, que é o mesmo que receber de volta as imagens de santo ocas, recheadas com o dinheiro falso que os portugueses costumavam fazer com os colonos, afinal nem podemos condená-los, pois como diz o adágio popular "ladrão que rouba ladrão...".
No nosso caso, não merecemos cair nas promessas dos "Santos do Pau Oco" afinal nosso voto não é fruto de nenhum ato de desonestidade, é nosso direito a cidadania e, por isso mesmo, fica inadmissível receber em troca quatro anos de uma representação parlamentar fraca, o que talvez seja bem pior de que as imagens ocas com dinheiro falso que os colonos recebiam. Feirense vota em candidato feirense, comprometido com as necessidades e o desenvolvimento de Feira de Santana. A hora está chegando pensem seriamente nisso.

FONTES DE PESQUISA DA ORIGEM DA EXPRESSÃO "SANTO DO PAU OCO": Wikipédia - Blog: "Minha Filha já pode votar" assinado pela professora Paola - Matéria na internet assinada por Francarlos Ribeiro - Site "Curiosidades da História" e Site "Recanto das Letras", em matéria assinada por Fernando Kitizinger Dannemann.

Por Emanoel Freitas

20-Set-2010 20:31

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CUIDADO COM O "CONTO DO VIGÁRIO"
(DA SÉRIE: "FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE")

Feira de Santana, por muitos anos sofreu, e ainda sofre em algumas regiões, com a fama de cidade que abriga (ou abrigava) muitos espertalhões, para não usarmos palavras mais pesadas. Fama que até o notório Lucas de São Gonçalo, que teimamos em denominá-lo de Lucas da Feira, contribuiu em muito, mas que a bem da verdade, por estar localizada, a cidade, em um grande entroncamento rodoviário, é comum aparecerem por aqui um cem número de vigaristas de toda espécie, que do mesmo modo desaparecem sem deixar vestígios. Tipos como "Neném Cadê a Ema", que apesar de ser um excelente marceneiro, preferia aplicar "contos do vigário" em algumas pessoas, do que trabalhar na própria profissão, e como Neném, muitos outros povoaram o folclore feirense (estórias que um dia pretendemos relatar pelo seu caráter divertido e, não para fazer ode a desonestidade). A rigor, o feirense de nascimento e de origem, é cidadão honesto que sempre trabalhou pelo crescimento e engrandecimento da cidade Princesa do Sertão.
O crime mais comum da região, (que não devemos confundir com a violência que atualmente se abate sobre a cidade, pois não é um problema apenas de Feira de Santana, mas em todo país, em face da grande desigualdade social, da impunidade, e da influência da máquina dos desejos (televisão, hoje comum em todos os lares brasileiros), induzindo as pessoas, quase que hipnoticamente, a desejarem tudo que vêm e, muito ou a maioria de bens de consumo que não têm condições financeira de possuírem) é sem dúvida o conhecido e comum "conto do vigário".
E o mais banal é nós mesmo (feirenses), cairmos nos tais "contos do vigário" que os aventureiros de ocasião, elaboram e vêm para Feira aplicar, nos desavisados de fora que por aqui transitam e, nos gananciosos locais que querem levar vantagem em tudo e, por isso mesmo, terminam levando a pior (bem feito para eles).
O "Conto do Vigário" é o delito que consiste em ludibriar incautos e gananciosos, oferecendo-lhes grandes vantagens aparentes, como, por exemplo, a venda de produto valioso (falsificado) por valor bem inferior ao do mercado (todos nos conhecemos bem esse exemplo), ou qualquer manobra de má-fé em que se empregam meios ardilosos para tomar dinheiro aos incautos. Estes conceitos estão expressos no Dicionário Houaiss, mas são muitas as versões da origem do termo "conto do vigário". O que é comum a todas elas é o uso da esperteza e a ganância do enganado. Segundo a seção "Você Sabia" do Portal Terra, uma das histórias mais conhecidas, e defendida pela pesquisadora "Denise Lotufo", teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII. De acordo com Denise, tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora. Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem. O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto que, o burro era do próprio vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é também uma das possíveis origens da palavra vigarista. (O livro Os Vigários Mineiros no Século XIII, de Lourdes Aurora Campos de Carvalho, e Ditos e Provérbios do Brasil, do já falecido Luís da Câmara Cascudo, também apresentam uma versão semelhante.)
Em Feira o momento que mais identificamos esses aventureiros vigaristas hoje, é sem dúvida, nos períodos pré-eleitorais, pois tais cidadãos em busca dos ganhos milionários dos poderes legislativos estaduais e federais, aparecem em nossa cidade, sorridentes, fantasiados de benfeitores, distribuindo presente (dinheiro, que não sabemos a origem) e muitas promessas que nunca serão cumpridas, e com sorte os veremos nas próximas eleições daqui a quatro anos, de cara limpa com novas promessas e novas estórias, para novamente nos ludibriar. Não caiam nos "contos dos vigários", pois se não somos os "santos" evitemos sermos os "burros" da terra de Santana dos Olhos D'água. Feirense vota em feirense. Procurem os candidatos comprometidos com nossa terra.

FEIRA DE SANTANA: CIDADE ABERTA
(DA SÉRIE: FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE)

Feira de Santana sempre se notabilizou por ser considerada uma cidade acolhedora, que sabe receber os visitantes e dar-lhes oportunidades. Condição típica de um grande centro rodoviário que recebe migrantes de todas as partes do Brasil. Um feirense é por excelência gentil, amável, um bom anfitrião com os que aqui chegam, a ponto de existir uma máxima local, de que Feira é melhor "madrasta" do que "mãe". Efetivamente esta afirmação, se refere a pessoas que se mudam para Feira e, aqui constroem uma vida, trabalhando e contribuindo com o progresso da cidade junto com os feirenses, e que muitas vezes, por conseguirem progredir mais que os feirenses de nascimento, provocam esta afirmação, que julgamos um "tanto quanto" infeliz. Mas de qualquer modo, devemos observar que toda bondade deve ter limite, e nossa gentileza e amabilidade, tem que ser revista, repensada e corrigida em alguns pontos, para não se tornar um estorvo para nosso próprio futuro.
Vivendo a efervescência das campanhas eleitorais, não é incomum esbarramos em "carros de sons", fazendo propagandas de "senhores" e "senhoras" que nunca vimos dantes em Feira de Santana, e nem mesmo sabemos de onde saíram. Impressionante não é? Deixamos de ser uma cidade acolhedora para virar "casa de mãe xica (ou de "manxica", como chamam de forma mais popular)", ou quem sabe, "casa da mãe joana", talvez "casa de noca" ou "casa da mãe tonha" (como um certo vereador afirmou em plenário, após receber uma quantia suntuosa para prestar apoio a uma candidata que nenhum vínculo tem com Feira de Santana, como falam a más línguas nas esquinas da cidade), uma casa dessas qualquer, que cada um faz o que bem quer e entende, e ninguém diz nada. Não é, e nem deve ser bem assim, não podemos permitir que aventureiros ou aventureiras, que chegam aqui com os bolsos ou as bolsas cheias de dinheiro, que nem mesmo sabemos a origem e, sai distribuindo, com outros aventureiros locais de caráter duvidoso, que devemos dar o nosso voto. O VOTO é coisa séria. Só devemos conferi-lo, em candidatos comprometidos com nossa cidade, pois só assim traremos progresso para nossa terra, Devemos observar, mesmo entre os candidatos de Feira de Santana, e que conhecemos bem, quem está realmente comprometido com o nosso dia a dia, e não com aqueles que só vem aqui faturar a eleição e depois somem no mundo, deixando Feira a própria sorte.
Acreditar que determinados senhores deputados profissionais, que destinaram para Feira parcos recursos, que muitas vezes encontram disponível e não tinham para onde destinar e, que por oportunismo e esperteza resolvem destinar para Feira, para depois virem fazer o cata cata de votos na eleição seguinte, não é o suficiente para conferirmos nosso precioso voto a estes oportunistas. Devemos ter seriedade nesta hora, pois o erro que cometemos nas urnas, só poderemos corrigi-los daqui a quatro anos e, se usarmos mal o voto elegendo quem não irá nos defender, amargaremos quatro anos de atraso.
Feira é uma cidade em franco progresso, e que necessita de um quadro político de qualidade, com pessoas comprometidas com a vida feirense, e estes candidatos podem facilmente ser identificados, pois não aparecem aqui só em época de eleição, e é neles que devemos depositar nosso voto de confiança.
Observem e não esqueçam, quanto tempo Feira de Santana penou na estagnação, em fases que nem o lixo era recolhido de forma correta, as ruas viviam esburacadas, as escolas sucateadas e muitas vezes tínhamos problemas de vagas para nossas crianças, exatamente por contarmos com um quadro de políticos fracos, incapazes de trazerem benefícios para cidade, de defenderem nossos interesses, pois vínhamos votando em qualquer um que aqui aparecia nas campanhas eleitorais, e ficávamos com uma representação frágil, incapaz de defender os interesses da cidade. Mudar este quadro e assegurar que Feira de Santana tenha uma representação digna, é obrigação dos feirenses e, de todas as demais pessoas que vivem aqui e que desta terra tiram o seu sustento, por isso mesmo, temos que ser coerentes e conseqüentes na hora de escolhermos quem vamos eleger.

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FRANKLIN MAXADO SE SENTE DESPRESTIGIADO.
O QUE É ISSO COMPANHEIRO?

Franklim Maxado deu uma entrevista que está postada no impagável "Blog do Kuelho" (http://robertokuelho.blogspot.com/2009/12/apos-ficar-nu-no-festival-vozes-da.html), afirmando que foi excluído da final do "Vozes da Terra" por ter ficado nu na edição de 2008, e naturalmente ficaram com medo de que ele ficasse nu também na final da Edição do festival em 2009. Honestamente amigo Franklin, não leve isso tão a sério, a sua nudez não foi um escândalo tão grave assim, muitos defenderam de forma veemente a sua nudez teatral naquela ocasião, nosso bom Dr. Eduardo Leite mesmo, fez uma defesa velada de sua nudez em seu blog, que nós recomendamos, (http://eduardoleite.blogspot.com/2008/12/o-poeta-nu.html), que ao lê-la, muitos ficam com a vontade quase que irresistível de tirar a roupa e sair nu por aí, alguns como Lady Godiva para ver se o governo baixa os impostos, outros por protesto como nosso bom amigo Franklin Machado e outros por serem naturalistas, etc., mas o fato é que sua nudez não ofendeu ninguém a ponto de causar sua exclusão da final do Festival. Sua apresentação realmente teve uma performance muito elogiada, mas no dia de sua eliminatória, o corpo de jurados naturalmente entendeu que outros mereciam uma oportunidade de irem para final, afinal de contas, não poderiam considerar o fato de que isso poderia magoá-lo tanto, até porque não seria uma razão para sua classificação, pois se o fosse descaracterizaria o festival, e não é isso que nós queremos. O Festival não pode considerar a obra do indivíduo ( a sua por exemplo é extensa e brilhante) para admitir ou não a sua classificação, pois se assim o fizesse, seria um jogo de cartas marcadas e, demasiado injusto com aqueles que estão começando. Você Franklin é um intelectual conhecido e reconhecido em Feira de Santana por todo o seu trabalho, respeitado e querido pela maioria quase absoluta dos seu pares, prestigiado sempre que se fala em cultura em Feira, não é o fato de não ter sido classificado no "Vozes da Terra" que vai diminuir ou macular seus méritos, pois sua obra é intemporal e ultrapassará nossos dias pois está gravada em placas e documentos que vencerão o tempo, por isso mesmo, não deve se incomodar ou magoar com um detalhe tão pequeno que é uma desclassificação em um Festival. O Corpo de Jurados do "Vozes", agiu com a sobriedade e com objetivo de dar oportunidades a todos dentro de critérios técnicos pré estabelecidos, e em algum destes critérios eles julgaram que outros candidatos se saíram melhores que você meu bom amigo, mas isso não há de ser nada. O intelectual que você é e, os valores que você representa, sempre terá espaço para se manifestar em nossa comunidade, e não fique encucado com essa história da nudez de 2008 não. Não vamos pensar como Nelson Rodrigues, afinal, TODA NUDEZ NEM SEMPRE SERÁ CASTIGADA.

Por Emanoel Freitas

Qua, 16-Dez-2009 4:11

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