Emanoel
Freitas
José
Emanoel Moreira de Freitas, que desde cedo adotou o
nome usual de EMANOEL FREITAS, nasceu em Feira de Santana,
em 19-03-1953, filho de Jose Manoel de Araújo
Freitas e Maria Sonia Moreira de Freitas, cursou o primário
nas escolas General Osório e Ruy Barbosa, o Ginásio
no Colégio Santo Antônio (neste colégio
em 1970, quando cursava o 1º ano do curso científico,
criou um Jornal Mural, tendo sido o primeiro contato
com a comunicação e foi Coordenador do
Centro Cívico, que substituiu o Grêmio
estudantil por imposição da Ditadura Militar,
tendo promovido o primeiro concurso de poesias do colégio
com colaboração de alguns colegas), passando
depois a estudar à noite, no Ginásio Municipal,
para trabalhar durante o dia, foi vendedor de calçados,
de ações, de seguros e de livros em Feira,
fez o curso técnico de contabilidade no Colégio
Santanopólis. Neste mesmo período participou
dos Grupos Teatrais “TEAM - Teatro Amador”
e “Reforma” (do qual foi um dos fundadores),
tendo encenado várias peças de grande
repercussão em toda região (“Compra-se
um Marido”, “A Vigarista” “Prólogo”
na peça infantil “O Coelhinho Pitomba”
e participado em “Terra de Lucas” de Franklin
Maxado), ainda nesta mesma época dividiu a autoria
das peças: “Labirinto de Miséria”
com Luís Pimentel, e a adaptação
livre de “A Vigarista” com Ruy Barcellos,
ambas montadas em Feira com excelente repercussão.
Em julho de 1972, achando Feira de Santana pequena para
os seus sonhos artísticos, mudou-se para o Rio
de Janeiro, com objetivo de fazer carreira no teatro,
onde, paralelamente a atividade teatral que desenvolvia
na Companhia “Roberto Duval Produções”
(quando participou da montagem da “Raposinha Envergonhada”
de Hélio Nery), cursava o técnico de contabilidade
no Colégio Santa Rita. Indignou-se com a repressão
e censura que pesava sobre o mundo teatral e desenvolveu
habilidades como artesão, passando a sobreviver
trabalhando com bijuterias e artefatos em couro, que
vendia nas ruas do Rio de Janeiro e nas cidades do interior
do Rio e São Paulo, com o propósito de
se distanciar da sociedade de consumo, em pleno movimento
hippie. Por estimulo de amigos, em especial de Apolônio
Salles, após três anos de atividade artesanal
apenas, voltou a estudar, formou-se no curso técnico
de contabilidade no instituto Santa Rita e prestou em
1975, vestibular no CESGRANRIO, sendo aprovado para
o curso de Direito da Universidade Estadual de Rio de
Janeiro, onde logo se envolveu no movimento estudantil,
apesar da perseguição dos organismos governamentais
de repressão, junto com alguns colegas de faculdade
editou seu primeiro jornal impresso: "O Andaime",
publicando então seus primeiros poemas. Participou
de diversos jornais estudantis de outras faculdades
na própria UEFS e inclusive na Faculdade de Direito
da UFRJ também. Posteriormente colaborou com
o Pasquim, prestando informações na área
do movimento estudantil, assinando então com
o pseudônimo "Mané Freitas, estudante"
e como “Mané Moreira” como frasista.
Por imposição histórica e como
ativista do movimento estudantil e do “Comitê
Aberto pela Anistia 1º Maio", teve forte participação
no movimento da Faculdade de Direito pelos resgates
dos diretórios acadêmicos, tendo feito
parte como Diretor do CALC e, também do DCE da
UERJ, quando colaborou e criou diversos jornais estudantis.
Com o escritor e humorista Sylvio Abreu, o qual já
havia publicado um poema seu na revista MAD (sua primeira
publicação em uma edição
de nível nacional), que levou a ser criado o
“espaço poético” para poemas
irônicos, organizou o primeiro ponto de Encontro
da Imprensa Nanica, na Livraria Época, localizada
na Rua Almirante Tamandaré, no Catete, de propriedade
do Escritor Resende Filho, onde reuniam Edições
da Imprensa Alternativa de todo Brasil, tendo nesta
época abandonado o Curso de Direito por ter perdido
uma eleição para o Diretório Acadêmico
daquela Faculdade. Já envolvido em atividades
culturais, pelo convívio com escritores, artistas
e intelectuais que colaboravam com “O Pasquim”,
fundou junto com alguns amigos a Editora "SINOPSE
EDIÇÕES", a qual publicou o Jornal
de Humor "O BABEL" (Criado e editado por Sylvio
Abreu) e o Jornal de Bairro "O Veículo"
(Criado e editado pelo próprio Emanoel sob o
pseudônimo de Agripino Crispin, codinome que usava
para se proteger nos jornais estudantis frente a ditadura
militar), que era dirigido as regiões de Gloria,
Catete, Flamengo, Botafogo e Urca. Durante boa parte
do período que viveu no Rio de Janeiro, manteve
dois concubinatos e teve dois filhos, Emmanuel Oguri
Freitas e Thiago Faria Freitas.
Com a abertura democrática do país e o
conseqüente desestímulo que se abateu nos
órgãos de imprensa alternativa, voltou
a dedicar-se exclusivamente ao curso de Direito e ao
artesanato que comercializava, na época, no alto
do Pão de Açúcar, tendo concluído
o bacharelado em junho de 1985 e, no dia 25 de dezembro
deste mesmo ano veio passar o natal com sua família
em sua terra, onde se encontra até hoje, tendo
iniciado profissionalmente sua carreira no mundo jurídico,
sendo advogado militante na Comarca de Feira de Santana
e região. Pelo seu caráter inquieto é
natural que logo voltando a se sentir em casa veio a
fazer parte dos movimentos em defesa das prerrogativas
da sua categoria. Estabelecido e integrado à
advocacia em Feira, casou-se em 1988 e divorciou-se
em 2003, relacionamento do qual nasceram às filhas
Mariana Andrade Freitas e Emmanuela Andrade Freitas,
que após o divórcio continuaram a viver
com o pai. Em face da experiência em jornalismo,
integrado aos movimentos da OAB, editou Jornal da instituição
na Gestão de Ivan Dórea, participou de
várias comissões em gestões de
Vitalmiro Cunha, tendo ocupado a Secretaria da Subseção
da OAB de Feira de Santana no triênio 2004/2006,
sob a presidência de Celso Pereira. Pela sua natureza
e por nunca ter parado de escrever sempre está
participando dos movimentos de resistência poéticas
e literárias de Feira, como sempre fez durante
toda sua trajetória, já tendo participado
objetivamente do Jornal do “Movimento Literário”
(2001/2002) e, em 2003 com um grupo egresso daquele
movimento, fundaram o Informativo Cultural "O Sonhador",
do qual fez parte do Conselho Editorial. Em 2004, indicado
por Benjamim Batista, se tornou membro da Academia Baiana
de Cultura, e participou da Antologia Poética
“Vozes D’alma”. Em 2009, inconformado
com as deficiências de informações
no mundo cultural feirense, resolveu com Josy Ramyler
criar um site para divulgar não apenas as atividades
artísticas e culturais ocorridas em Feira de
Santana, mas a própria arte e cultura no que
fosse possível, criando assim um portal cultural,
hoje em franco desenvolvimento e popularização,
denominado “Viva Feira”, onde é o
principal redator e mantém uma página
como colunista, publicando crônicas e poemas.
Integrado na linguagem digital, mantém páginas
na maioria dos sites de relacionamento, como Orkut,
Facebook, My Space, Sônico, etc., além
de Twitter e blogs pessoais. Apresentou o quadro “Direito
da toda prova” dentro do Programa de Rádio,
“Diário da Feira” durante alguns
meses e atualmente participa do “Jornal da Povo”
com o quadro “Viva Feira”, informando os
destaques da atividades culturais de Feira de Santana,
ambos da Radio Povo AM. Tem no prelo dois livros pra
publicação, um denominado “Verso
e Reverso” e “O M´Eu”, o primeiro
com poemas e crônicas e o segundo reunindo seus
poemas por fases de sua trajetória de vida.
|



A
MUSA
EMANOEL
FREITAS
Fiz
meus mais belos poemas de amor
em segredo
Para uma musa
Que guardo só prá mim
egoisticamente
em meu ser
Não
divido
seu modo doce de andar
Não
reparto
seu largo sorriso brilhante
Não
dou pistas
do
seu molejo intrigante
Não mostro minha musa prá ninguém
tenho
ela só prá mim
Pois,
Se
mostrasse minha musa ao mundo
e todos pudessem conhecer
seu
lábios sedutores
seu olhar altivo e faceiro
e seu jeito de amar matreiro
inspiraria
o coração dos sonhadores
ofuscaria o brilho das flores
e haveria poetas demais
Por
isso guardo ela em segredo
mas não o faço apenas por medo
pois a força que me faz escrever
só poderia emanar d'alguém
que é da minha musa
e
de mais ninguém.
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"VERDADES E MENTIRAS"
NENÉN E O CORONEL AGOSTINHO
A cidade, que
me lembro na infância, crescia em direção
da grande avenida construída com planejamento
e pretensão de metrópole, via larga com
um largo canteiro central, arborizado e com canteiros,
a Av. Getúlio Vargas, mas as principais referências
de Feira de Santana, eram: a Rua Direita (Conselheiro
Franco e Tertuliano Carneiro), a Rua do Meio (Sales
Barbosa), onde imperavam os prostíbulos da cidade
já misturados com algumas casas comerciais e,
a Avenida Sr. dos Passos, onde ficavam concentradas
as casas da maioria dos bem nascidos da cidade. A Feira
acontecia pequena, aos sábados e, na segunda
havia a grande feira, de todos os produtos produzidos
na região e até vindos de lugares mais
longínquos, para serem comercializados aqui.
A avenida Getúlio Vargas terminava na altura
do Paço Municipal, as Praças, da Bandeira
e João Pedreira complementavam aquela via até
a Rua Direita. A ligação com a Rua de
Aurora era feita por uma rua estreita chamada, "Beco
do Vital" (também conhecido em outros períodos
como "Beco da Loja Pires" e "Beco da
Sadel"), no qual, ao final do beco, nas grades
feiras, havia uma exposição de móveis
artesanais, populares, para mobiliarem as casas das
parcelas mais pobre da população, vez
que os ricos encomendavam seus móveis em Salvador,
e até importavam os apetrechos de outros países.
As diferenças sociais eram imensas, embora não
houvesse o clima de insegurança que vivemos hoje
em dia.
Moreno de porte mediano, boa aparência, conhecido
pelas suas armações e peripécias,
conseguia manter, além da fama de "pau d´água",
o conceito de bom profissional como marceneiro, que
quando produzia alguns móveis, expunha nos dias
da grande feira, ali na Rua de Aurora junto com os demais
artesãos do ramo.
Não se tem notícias de onde Nenén
era natural, vivia em Feira e, como a maioria dos migrantes
nordestinos e mesmo de cidades do interior da Bahia,
não se sabia muita coisa a respeito daqueles
ou da suas famílias, mas Nenén já
vivia em Feira há tempo suficiente para ser reconhecido
pelos seus hábitos de bom profissional, como
marceneiro e bom beberrão, o que lhe conferiu
o apelido de "Nenén cadê a Ema",
uma referência ao andar jocoso da pobre Ave, que
anda com aparência de que está cambaleando,
embora não tenha tido o prazer ou sofrido os
efeitos de uma boa cachaça.
Contam que o crescimento da população
de Feira de Santana era estimulado pelos grandes lideres
políticos da época, dentre eles, um se
destaca pela quantidade de pessoas que conseguiu trazer
para Feira, a quem ele doava terrenos e arranjava empregos
para que no ano eleitoral assegurasse uma boa vitória
nas urnas. Dizem que o Coronel Agostinho Fróes
da Mota, no início, quando começou com
as doações de terrenos para atrair moradores
para a cidade, o fazia, estabelecendo a metragem de
acordo com a quantidade de filhos que tinha o apadrinhado,
mas logo começou a aparecerem famílias
de dez, doze e até quinze filhos e, o Coronel
Agostinho, que era muito sagaz e começou a ver
esperteza para aproveitarem-se da sua boa vontade, mudou
de estratégia e estabeleceu um padrão
de terrenos para doação. O testemunho
deste fato é a Rua Cristóvão Barreto,
antigo "Pilão sem Tampa", que segundo
os mais velhos, foi inteiramente doado pelo Coronel
Agostinho, tanto que, como se observa o início
da rua, as casa tem em média seis metros de frente,
quase como se fosse construída como um conjunto
habitacional.
Nenén, segundo afirma a lenda, vivia em uma casa
cedida pelo Coronel Agostinho Fróes da Mota,
que era homem austero e, em nada concordava com a peripécias
de Neném, fatos que incomodavam o líder
político, e que nem por isso poderia tomar uma
atitude mais severa, pois o malandro já gozava
de certa popularidade, exatamente pelas pilantragens
bem humoradas que costumava armar.
Sem alarde e tentando sutilmente afastar a má
influência de Nenén na comunidade, mandou
um recado para que o mesmo fosse ao casarão,
pois precisava lhe falar. Neném apareceu com
a reverência que mantinha diante do respeitável
líder político da comunidade e, depois
de ouvir sérias restrições a seu
comportamento, lhe foi solicitada a devolução
das chaves da casa onde o malandro residia, dando-lhe
é claro um prazo que ficaria ao seu encargo estabelecer.
Nenén que nunca perderia a pose diante de situação
mais difíceis, retrucou que devolveria as chaves
até naquele mesmo dia, afinal, a casa, era do
Coronel e ele teria direito de ter as chaves quando
bem entendesse. Compreensivo o Coronel Agostinho firmou
o prazo de trinta dias para que Nenén devolvesse
as chaves da casa.
Passado os trinta dias, espontaneamente, Nenén
apareceu no casarão com uma penca de chaves e
procurou o Coronel para entregá-las. Foi recebido
e naturalmente ouviu alguns conselhos do líder
político, que ao receber as chaves abriu uma
das gavetas de sua escrivaninha e jogou-as lá.
Passado pouco mais de um ano, um dos vaqueiros do Coronel
precisava vir morar em Feira, quando este se lembrou
daquela casa onde residia Nenén e, que desde
a devolução da chaves não havia
sido repassada para ninguém. Abriu a gaveta,
entregou as chaves ao vaqueiro e afirmou: "..ajeite
sua família nesta casa, e veja se esta precisando
de alguma reforma, pois está fechada há
mais de um ano". Acreditando estar com os problemas
resolvidos, o vaqueiro pegou sua família e sua
mudança e rumou para o novo lar. Pouco tempo
depois, voltou ao casarão e foi encontrar-se
com o Coronel, a quem afirmou: "desculpe Coronel,
mas tem um bocado de gente morando lá na casa
que o senhor me deu as chaves". Agostinho Fróes
da Mota, que era um homem de atitudes definitivas, imediatamente
mandou alguns de seus empregados irem buscar o espertalhão
do Nenén.
Conduzido pelos empregados do Coronel, Nenén
volta ao casarão, embora trazido um tanto quanto
a força, demonstrava fisionomia de tranqüilidade,
como era comum ao vivaldino em circunstância de
pressão. Frente a frente com o Coronel, Nenén
ouviu um severo sermão, que culminou, com a seguinte
indagação: "...como é que
lhe peço para entregar as chaves da casa e depois
de um ano o Sr. ainda está morando lá?",
no que retrucou Neném: "Ora Coronel, o Sr.
me pediu as chaves, eu lhe entreguei as chaves, se o
senhor tivesse me pedido a casa, eu teria entregado
a casa, e o senhor nem imagina o sacrifício que
é, estar há mais de um ano e tanto entrando
na casa pelas janelas".
Nenhum dos contadores de estórias que conheci
souberam descrever a expressão do Coronel Agostinho
Fróes da Mota diante da justificativa de "Nenén
cadê a Ema".
OBS: Esta estória que teve alguns dados confirmados
pelo grande estudioso da história feirense Carlos
Melo, segundo este, consta de um dos livros de Alberto
Boaventura, que vale ser conferido pelo contexto histórico
do trabalho do estudioso e intelectual feirense.
Sex,
11-Mar-2011 23:33
VERDADES
E MENTIRAS
São
muitos os planos que nos costumamos fazer em uma vida,
dentre os tantos que fiz, um, entendo da maior importância,
que seria registrar histórias e, talvez, principalmente,
estórias acontecidas em Feira de Santana. Uma
cidade que pela sua localização geográfica
e, a condição de entroncamento rodoviário
nacional, ganhou a excelência de hospedar temporariamente
e até definitivamente, um cem números
de personagens verdadeiramente ontológicos, mais
tarde, pelo fato de ter sido instalado em Feira, o Hospital
Colônia Lopes Rodrigues, tivemos enriquecida a
nossa fauna, pois, além dos aventureiros que
por aqui passavam, tínhamos também, um
bom número de débeis mentais de todos
os graus, desde os loucos perigosos, que vez por outra
escapavam da colônia, até os "malucos
beleza" que terminavam se tornando folclóricos
no dia a dia da cidade e, que foram registrados, na
sua maioria, pela competente literata, Professora Lélia
Vitor, no livro "Cidadão do Mundo".
O plano original era escrever estas estórias
ou histórias, se levarmos em conta o pensamento
de Napoleão Bonaparte que afirmava: "A História
é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou
a um acordo.", com um feirense que acredito ter
sido o indivíduo que mais amou esta terra, meu
pai, Araújo Freitas, e que tinha na memória
um verdadeiro arsenal dos "causos", sobre
os personagens folclóricos de Feira, mas infelizmente
ele se antecipou ao projeto e se retirou definitivamente
de nossa convivência, tendo por isso mesmo, ficado
de lado a idéia de realizar este registro. No
entanto, sempre pensei em retomar a idéia a partir
da experiência de outros feirenses tradicionais,
que também sabem muito sobre a vida de nossa
cidade.
Denominar a reunião dos "causos" feirenses
de "Verdades e Mentiras", já era uma
proposta que tinha nascido no Rio de Janeiro, não
por ter assistido o filme homônimo de Orson Welles
(por sinal fantástico), ou por ter conhecido
alguns livros também homônimos, e até
outros focados na discussão filosófica
sobre o tema, como o polêmico: "Sobre a verdade
e a mentira em sentido extramoral" de Friedrich
Nietzsche, mas principalmente, após Sylvio Abreu,
um grande amigo, escritor e humorista de primeira linha,
ter escrito "Verdades e Mentiras sobre Caratinga",
sua terra natal, o que me levou a entender que todo
cantão, seja lá onde for, tem o direito
de ter um registro semelhante dos seus casos folclóricos,
para que a história que vem travestida no âmago
dos "causos, não se perca no tempo, independente
da grandiosidade que possa ter a discussão filosófica
sobre a verdade e a mentira.
A "verdade" é a propriedade de estar
em conformidade com os fatos ou a realidade, a exatidão,
a autenticidade, a veracidade; já a "mentira",
afirmam os dicionaristas e os filólogos que é
afirmação contrária à verdade
a fim de induzir a erro, ou qualquer coisa feita na
intenção de enganar ou de transmitir falsa
impressão. No nosso caso vai importar muito pouco
a constatação dos fatos, vamos racionar
dentro do pensamento Nietzsche, que afirma: "Não
há fatos eternos, como não há verdades
absolutas.", ou seja, todas as estórias
de Neném Cadê a Ema, Conterrâneo,
Seu Zé, Alô, Jippe, Pedro Grosso, Zé
dos Brilhantes, Garapa, Carmélia, Marta Rocha
e muitos outros personagens que iremos identificar através
do "ouvi dizer", desfilarão na série
"Verdades e Mentiras" que publicaremos a partir
de agora de forma alternada com outras resenhas e, de
acordo com as circunstâncias e a quantidade de
causos que conseguirmos registrar.
Se reunirmos estórias que justifiquem no futuro
a edição de um livro, este será
publicado em homenagem a José Manoel de "Araújo
Freitas", que viveu e morreu amando esta terra
e, dando tudo de si para vê-la formosa e bendita
como exclama o hino à Feira.
No mais, só podemos afirmar que os contadores
de estórias são pessoas que falam muito,
dêem sempre um desconto aos "causos",
pois como afirma o brilhante Millôr Fernandes:
"As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque
acabam esgotando seu estoque de verdades."
Dentre os muitos "artistas" que viveram em
Feira, nos não sabemos porque vieram parar aqui,
os mais velhos falam muito de uma tal "Neném
cadê a ema", que era uma marceneiro, que
afirmam ter sido um bom profissional, mas que era melhor
ainda de copo, e um tanto quanto preguiçoso,
ou a conseqüência da cachaça não
o deixava se organizar na profissão, tanto que
o apelido "cadê a ema", é uma
referência, que era muito usada para quem vivia
mais tempo em estado etílico do que normal, em
uma alusão ao andar jocoso da ema, que coitada
nunca bebeu nada. Mas tudo isso é outro estória,
que vai ficar para a próxima resenha.
Seg,
14-Fev-2011 15:03
SEM
EIRA, NEM BEIRA, NEM RAMO DE FIGUEIRA
Efetivamente
a quase todos os animais existentes na terra foi dado
pela natureza a capacidade de emitir algum tipo de som,
entendemos e observamos que mesmo entre os irracionais,
os sons emitidos de certa forma representam o principal
meio de comunicação. A nos seres humanos
foi nos dado o dom da "fala", e com ele criamos
a palavra, que definitivamente é a qualidade
que mais nos difere dos outros animais, pois serve inclusive
para justificar ou nos desculparmos quando agimos irracionalmente.
Através da fala, criamos as palavras e, com a
articulação de palavras, criamos a beleza
das poesias, a literatura, o canto, que embora seja
um dom dos pássaros, conseguimos criar com ele,
uma dimensão de beleza que se torna difícil
mensurar qual canto é mais belo ou mais perfeito,
pois chega a tocar a alma humana em algumas circunstâncias.
Na verdade criamos um meio de comunicação
capaz de expressar tudo que sentimos, nas mais diversas
línguas, formas e ritmos e, nos manifestamos
com beleza, com seriedade, com alegria, com tristeza
e com decepção. No Editorial de dezembro
de 2010 o Viva Feira se reportou a indignação
e revolta dos artistas e intelectuais feirenses, em
relação aos desmandos do poder público
municipal com a cultura e a arte em nossa cidade, na
esperança de que alguma atitude viesse a ser
tomada por quem exerce o poder no município feirense,
mas até agora resultou inútil, nada foi
feito e, não vemos um planejamento para o ano
de 2011, como não houve para 2010, quando todas
as atividades culturais patrocinadas pela prefeitura
foram realizadas de última hora e, até
hoje existem artistas que não receberam os pagamentos
prometidos pelos trabalhos que realizaram.
Antes de existirem os modernos meios de comunicação,
como, o rádio, a televisão, os jornais,
as revistas, a internete, e etc., a inteligência
humana criou formas de passar lições de
pai para filho e, de popularizar esses conhecimentos,
que em regra decorriam da capacidade de observação
do homem em seu meio, e que até hoje usamos,
pois tratou-se de uma criação tão
forte e fácil de ser difundida, que nunca deixamos
de usá-los, são adágios, que os
dicionários definem como: "sentença
moral de origem popular" (Dic. Houaiss), que também
denominamos de: provérbios, ditados, máximas,
anexins, e que os dicionários também atribuem
o poder de aconselhar, de educar, de edificar; etc.
Fato é que as frases populares tem a excelência
de quase sempre expressar com propriedade o que nós
sentimos, como por exemplo: SEM EIRA, NEM BEIRA, NEM
RAMO DE FIGUEIRA, que nos estudos do intelectual Fernando
Dannemann, significa que a eira e a beira, são
sinais evidentes de riqueza e prosperidade. Segundo
o estudioso: "as áreas calçadas
ou de terra apisoada e dura, onde se batiam, secavam
e limpavam cereais e legumes, eram as eiras, a mesma
denominação dada aos terrenos onde a cana
ficava depositada aguardando moagem nos engenhos de
açúcar. Assim também eram chamados
os depósitos de sal a céu aberto nas marinhas
salineiras, ou o pátio anexo a algumas fábricas
de tecido." Já a "beira" "era
também o nome que se dava ao que hoje é
comummente conhecido como aba ou beiral do telhado,
um pequeno prolongamento da cobertura da casa que nos
tempos coloniais caracterizava as construções
de famílias portuguesas abastadas, para enfeitá-las
e protegê-las da chuva." Segundo a escritora
Luíza Galvão Lessa Karlberg, da Academia
Acreana de Letras: "eira designava aquele terreno
de terra batida ou cimento, onde deixam os grãos
ao ar livre. E beira era a beirada da eira. Assim, quando
uma eira não tem beira, o vento leva os grãos
ao deus-dará e o proprietário fica sem
nada. Um dado curioso a observar é que,
antigamente as casas das pessoas abastadas tinham no
telhado dois tipos de acabamento, a beira ceveira (beira
sobre beira = beiral) e a eira que era o acabamento
decorado, feito na fachada, e a casa da plebe tinha
apenas o telhado sem acabamento." O fato mais importante
é que ambos os estudiosos concordam com o significado
do dito popular, que reflete o estado de pobreza e miséria
a quem se atribue a falta da eira e da beira. Já
o "ramo de figueira", é comum seu uso
no Estado da Bahia, para indicar que além de
não ter nada construido, não tem sequer
uma "muda" para plantar e construir alguma
coisa na vida.
Diante de tudo que vimos nos últimos dois anos
do governo municipal, que nada acrescentou a cultura
e a arte feirense, ao contrário, reduziu-se os
dias do Natal na Praça e do Teatro vai aos Bairros,
só podemos afirmar com precisão que o
dito popular explicado acima, reflete o que a cultura
e a arte feirense vive neste momento, ou seja, se encontra
SEM EIRA, NEM BEIRA, NEM RAMO DE FIGUEIRA.
PRESENTE
DE GREGO
As festas natalinas
nos remetem sempre ao sentimento de confraternização,
família, presentes, estas coisas que estamos
acostumados desde criança, na medida em que fomos
educados sob a régia do cristianismo. É
uma época de estar presente com os amigos, com
a família e de presentear (como conseguiu o comercio
impregnar em nossos inconscientes), mas no ato de presentear,
devemos ser cuidadosos e zelosos, e escolher com cautela,
o que, e a quem vamos presentear. Não podemos
esquecer que depois que a Mitologia Grega, nas crônicas
de Homero, disseminou a história da esperteza
grega, por orientação de Ulisses, em deixar
um enorme cavalo de madeira nas portas de Tróia,
cheio de soldados, prontos para saírem do referido
eqüideo de pau, enquanto os troianos bêbados
pela falsa idéia da vitória se encontravam
completamente desprevenidos, em todo o mundo, sempre
que alguém nos presenteia com alguma coisa que
nos prejudica ou nos proporciona custos, costumamos
denominar como "presente de grego". A diferença
fundamental no espírito da expressão é
que os gregos realmente conheciam a conseqüência
do presente que estavam dando aos troianos, mas hoje,
nem sempre, o presenteador conhece os danos que o presente
vai causar ao presenteado, o que é uma temeridade.
Imaginem que há mais ou menos dois anos passados,
na eleição municipal, o Prefeito José
Ronaldo, que estava por deixar o governo do Município,
após dois mandatos de uma brilhante gestão,
que mudou a face de Feira de Santana, em campanha pela
sucessão, pediu ao povo feirense que lhe presenteasse
com a eleição do atual Prefeito, Dr. Tarcizio
Pimenta, o que, a população feirense,
agradecida pelo trabalho que o ex-prefeito havia realizado
na cidade, atendeu e elegeu Dr. Tarcizio para um mandato,
que muitos diziam que seria o terceiro mandato de José
Ronaldo. Afinal o ex-prefeito goza da confiança
do povo feirense, pois vejam que na eleição
para Senador, José Ronaldo arrebatou 80% da votação
dos feirenses, em mais um testemunho da aprovação
que este homem público tem na cidade que escolheu
viver e por ela trabalhar.
Ocorre, que no primeiro ano de governo de Dr. Tarciízio
Pimenta, este cumpriu o orçamento elaborado pelo
seu antecessor e realizou muitas obras que já
estavam em andamento e, manteve as atividades culturais
criadas por José Ronaldo, é certo que
os Festivais quase não aconteceram, mas culminaram
por ser realizados "em cima do joelho" (como
diz o dito popular). Na premiação atrasada
do Vozes da Terra 2008, Dr. Tarcisio compareceu ao evento,
e prometeu um 2010 dinâmico do ponte de vista
cultural, além do Vozes da Terra, muitos outros
eventos seriam realizados, inclusive festivais estudantis
para revelar talentos. No início do ano planejou-se
a criação do corredor cultural, no espaço
batizado com o nome do Artista Plástico feirense
Marcos Moraes, construindo-se ali um palco fixo, onde
seriam realizados diversos eventos culturais, inclusive
o "Projeto Pôr do Sol", que proporcionaria
um final de tarde musical e artístico durante
o final do verão. Criou-se também uma
grade de apresentações de artistas, que
foi suspenso para que fosse construído o tal
palco fixo, que até hoje não saiu do papel.
O "Projeto Pôr do Sol", "virou
azougue", os Festivais, Gospel e Vozes da Terra,
foram realizados dentro do Teatro do Maestro Miro por
questões de economia, o "Natal na Praça"
foi reduzido a 15 dias e os artistas só irão
receber em fevereiro de 2011, o "Teatro vai aos
Bairros" também teve seu período
reduzido. Já se fala em acabar com o Vozes da
Terra em 2011, e o São João dos Distritos
está ameaçado por uma megafesta que seria
realizada no parque de Exposições daqui
da sede, parece até haver a intenção
de apagar as marcas dos eventos culturais iniciados
pelo governo anterior, ou seja, o terceiro mandato de
José Ronaldo, parece mais o anti-governo José
Ronaldo. Que "presente de grego" que ele pediu
ao povo de Feira, hein?
O pior de tudo que foi um "presente de grego"
para ele, José Ronaldo, e para a população
de Feira, que vem testemunhando um verdadeiro desmantelamento
das poucas atividades artísticas patrocinadas
pelo município, que nós tínhamos
e, que Dr. Tarcízio Pimenta prometeu melhorar.
O respeitável intelectual, literato e professor
universitário, Roberval Pereyr, que também
representa uma das gamas mais importantes de intelectuais
feirenses, fundadores da revista "Hera", da
qual participa Antônio Brasileiro, uma das figuras
mais imponentes da cultura de nossa cidade, revoltado
com os desmandos e desdém do poder público
municipal com os movimentos culturais locais, levantou
sua voz, dentro do MAC - Museu de Arte Contemporânea,
o qual denomina de um dos nossos "territórios
sagrados" e que não devemos abrir mão
dele, para protestar e propor que a classe artística
e intelectuais feirenses reúnam-se para tomar
uma atitude que imponha o respeito e a consideração
que merecem ter dos poderes constituídos.
A bem da verdade, chega de vermos artistas de outras
praças, que usam o "jabá" como
forma de se tornarem populares, virem a Feira de Santana,
receberem cachês milionários, quando não
tem o décimo da qualidade de artistas locais
que trabalham e zelam pelo nome da Feira, e recebem
migalhas com meses de atraso. Todos os artistas de fora
de Feira, que se apresentaram na micareta, no São
João ou na Exposição, receberam
antes de subirem ao palco, ao passo, que existem artistas
feirenses que ainda não receberam o cachê
da apresentação que fizeram na micareta
de 2009. Tem razão a indignação
dos artistas de Feira de Santana, com o tratamento que
Dr. Tarcízio Pimenta vem dando a eles e isto
tem que mudar. O Viva Feira se solidariza integralmente
às palavras de Roberval Pereyr e, de todos os
demais artistas de Feira vítimas deste tratamento
discricionário e injusto.
Certamente muitos feirenses têm motivo para agradecerem
a José Ronaldo pelo Trabalho que realizou como
Prefeito de nossa cidade, mas este "presente de
grego" que ele nos deixou( ??? ).
QUEM
AVISA AMIGO É
(ÚLTIMA DA SÉRIE:
FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE)
Uma cidade como
Feira de Santana, a maior do interior do nordeste, um
centro comercial distribuidor para todo interior da
Bahia e parte do Nordeste, um crescente centro industrial
que se amplia ano a ano, somados ao grande potencial
em agropecuária que originou tudo isso, necessita
inevitavelmente de uma representação política
que corresponda a pujança do Município
e, que possa auxiliar e liderar o crescimento de toda
a região. Todo crescimento em torno de Feira,
dentro da microregião, reflete no crescimento
da própria Feira de Santana.
Ocorre que, nossa cidade perdeu há alguns anos
a unidade que qualquer pequena cidade consegue manter,
que costumamos denominar de bairrismo, característica
que Feira de Santana já teve um dia. Houve um
tempo, quando o crescimento não era tão
grande, que os nativos (feirenses) e migrantes que terminavam
parando por aqui em sua jornada para o sul do país,
por Feira ser uma cidade de oportunidades em virtude
de sua condição geográfica (entroncamento
rodoviário), e que resolviam aqui residir e criar
raizes, normalmente éramos tomados por um sentimento
de devoção, de afeição pela
terra princesa, e de tudo fazíamos para seu desenvolvimento.
Nosso sentimento de unidade já foi tão
forte, que na década de 70 chegamos a ter 5 deputados
federais, quando a população feirense
variava em torno de 200.000 habitantes. Hoje com bem
mais de 600.000 habitantes, com um progresso considerável
e invejável para muitos centros urbanos do país,
só conseguimos eleger um único Deputado
Federal. Agora eu lhes pergunto; o que é que
isto significa?
Significa que teremos apenas uma voz em defesa dos interesses
de Feira de Santana, que nas indicações
de verbas para o orçamento federal, teremos apenas
uma cota, quando já tivemos cinco. Significa
também que teremos apenas Fernando Torres para
apresentar projetos do interesse de nossa cidade, e
que terá que fazer verdadeiras "via-crúsis"
para aprová-los, pois estará sozinho nesta
jornada. Sozinho porque a população de
Feira o deixou sozinho, porque o nosso bairrismo não
existe há muito, e por mais que tenhamos insistido
em todas as oportunidades de que: "feirense vota
em feirense", como João Batista, pregamos
no deserto.
Até mesmo entre os Deputados Estaduais elegemos
apenas 4, um experiente e três que vão
aprender a legislar, e temos que torcer que aprendam
rápido. Certamente estamos com alguma vantagem
se estes senhores que usufruíram de nossos votos,
se unirem em torno dos interesses de Feira de Santana
ao invés de se dividirem pelos interesses partidários,
o que esperamos que não aconteça.
A maioria dos aventureiros que vieram aqui e derramaram
um caminhão de dinheiro em forma de esmolas para
os vendilhões de Feira de Santana, não
se elegeram, e agora eu pergunto, valeu a pena vender
a consciência por alguns trocados e ficar sem
uma representação parlamentar mais digna?
Reflitam.
Reflitam, e não esqueçam que em uma eleição,
não é o interesse pessoal que deve prevalecer,
mas o interesse coletivo. Quando defendemos o interesse
da maioria, todos ganham, quando utilizamos o nossa
voto em interesse próprio, todos perdem, inclusive
os vendilhões que vão passar quatro anos
com menos oportunidades, ou seja, os trocados recebidos
em uma eleição não valem a pena
de nenhum modo.
A população tem que observar também
o trabalho destes tais "cabos eleitorais"
e "vereadores locais" que vendem a consciência,
pois eles recebem até quantias significativas,
mas o povo fica quatro anos a "ver navios",
como Feira não tem mar, nem isso.
LÁGRIMA
DE "JACU BALEADO" TEM GOSTO AMARGO, E LEVA
QUATRO ANOS PARA PASSAR
(DA SÉRIE "FEIRENSE VOTA EM FEIRENSE")
No
Nordeste é muito comum aos partidários
de determinada corrente política que obtiveram
sucesso em uma eleição, atribuir aos perdedores
a condição de "JACU BALEADO",
o que é incômodo para quem perde e uma
diversão para quem ganha. Não encontramos
na literatura uma definição plausível
para a expressão, porque jacu, que na forma definida
nos dicionários trata-se da designação
comum às aves galiformes da família dos
cracídeos, gênero "Penelope",
arborícolas, que possuem garganta nua com barbela
vivamente colorida, especialmente os machos durante
o período reprodutivo e, que vive em pequenos
bandos, o que não caracteriza qualquer relação
com um indivíduo derrotado em uma eleição.
Para ilustrar a aparência da ave, os jacus, na
verdade, assemelham-se em muito aos nossos conhecidos
e comuns "perus". Mesmo na internet, onde
se encontra explicação para quase tudo,
não conseguimos uma para o usual "jacu baleado",
exceto, na afirmação do "Dicionário
Informal" (alimentado pelos próprios internautas)
que afirma: "Eleitor que votou em candidato derrotado,
geralmente em cidades pequenas." (resposta oferecida
por Almir Querino Câmara, do Estado da Bahia),
que até aí, não acrescenta nada,
pois não justifica o motivo do uso da expressão
no caso de eleitor que tenha perdido seu voto, ou oferece
qualquer outro entendimento lógico.
Assim, para definir a expressão "jacu baleado"
temos que nos remeter ao conhecimento popular, de onde
se afirma que o jacu é uma ave feia e sem graça,
arborícola, mas de um tamanho (muito grande)
desproporcional aos pássaros que costumam nos
encantar com sua beleza quando voam de galho em galho,
talvez o primo mais feio do pavão, com um leve
parentesco com os urubus, o que já cria um bom
adjetivo para atribuirmos aos adversários que
queiramos pirraçar e, o baleado, certamente pelo
fato das grandes aves em geral, ser de difícil
abate a tiros, mas quando feridas à bala, agem
desordenadamente, como se estivesse meio tontas, ou
seja, um ser feio e tonto pela derrota sofrida. Ora,
é a única explicação lógica
que encontramos para o famigerado "jacu baleado".
Fato é que o "jacu baleado" sofre,
pela derrota ou pela pirraça dos adversários,
e quem sofre chora lágrimas amargas, que neste
caso duram no mínimo quatro anos, pois só
terá oportunidade de dar o troco ou corrigir
o erro que cometeu na urna, quatro anos depois.
Tememos, e isto seriamente, que Feira de Santana se
torne uma cidade de "jacus baleados", pois
damos atenção aos aventureiros que só
aparecem aqui em épocas de eleição,
permitimos que nos dividam e, no final das contas, ficamos
com uma representação parlamentar aquém
da nossa capacidade e possibilidade, débil para
as nossas necessidades, que em verdade é a de
uma cidade que pode crescer e desenvolver sempre mais,
oferecendo um padrão e uma qualidade de vida
bem melhor aos seu habitantes, do que a fraca representação,
que os eleitores desatentos e que se vendem por trocados,
nos proporciona.
Engraçado é que diante das falácias
dos políticos aventureiros, que nos chegam às
pencas, em vésperas de eleição,
munidos com numerário duvidosos, que cegam uma
grande parte da população, e que, por
isso mesmo, deixam de votar em candidatos da terra ou
comprometidos com nossa cidade, permitindo o enfraquecimento
de nossa base política parlamentar, após
agirem como vendilhões de nossa cidadania, passam
quatro anos reclamando da administração
pública, quando não souberam na hora certa
exercer com responsabilidade o dever de cidadão
e, assegurar a Feira de Santana uma representação
política digna.
As ruas estão cheias de cartazes de aventureiros
que nunca vieram a Feira, nem para passear, e até
passeatas e carreatas são realizadas em nome
destes espertalhões, por idiotas locais que se
vendem por dois tostões e desamparam a cidade
que proporciona suas sobrevivências. Não
pensam no futuro, nem por um minuto, e reduzem o nosso
poder de barganha diante das reivindicações
mais sérias para nossa cidade, inclusive na indicação
de verbas no orçamento federal, apenas por alguns
trocados nos períodos eleitorais.
Não é um problema tão atual, Feira
de Santana, a bem da verdade, por este motivo, em especial,
e por falta de unidade cívica, sempre teve uma
representação débil (com exceção
da década de 1970, quando Feira chegou a ter
até cinco Deputados Federais), considerando o
seu quociente eleitoral. Os metidos a sabidos não
aprendem, e fazem campanhas para candidatos estranhos
a Feira, não vêm que mesmo eles "ganhando
o voto", a cidade perde, e que de qualquer modo,
nunca vamos passar de "jacus baleados", pois
ficaremos feios se nossa cidade ficar feia, e tontos,
pois não teremos quem defenda os nossos interesse
nos planos estaduais e federais da esfera administrativa,
por quatro longos anos.
Ser ou não ser uma cidade de "jacus baleados"
é uma escolha e decisão do povo feirense,
e depende exclusivamente de uma tomada de consciência,
votar com a responsabilidade de um cidadão sério,
que ama e respeita o lugar onde vive com sua família,
não creditar em promessas de estranhos a nossa
realidade, pois estes "santos do pau oco",
após o período eleitoral, continuarão
estranhos a nós feirenses, e escolher entre os
candidatos de Feira, aqueles que tenham um perfil de
seriedade e compromisso com o desenvolvimento e a qualidade
de vida do município em que vivemos. Sem dúvida,
o segredo para não sermos, direta ou indiretamente
"jacus baleados", é FEIRENSE VOTAR
EM FEIRENSE. Vote certo do dia 03 de outubro e vamos
construir cada vez mais, uma cidade boa e acolhedora
para vivermos com os nossos filhos.
Sáb,
02-Out-2010 0:46
Por
Emanoel Freitas
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PROMESSAS
DE "SANTO DO PÁU ÔCO"
(DA SÉRIE: FEIRENSE VOTA
EM FEIRENSE)
Não
é incomum vermos alguém atribuir a outrem
o adjetivo de "santo do pau oco", para indicar
que esta pessoa esconde alguma coisa, que normalmente
é característica de sua personalidade,
ou seja, como afirma o verbete nos dicionários
de um modo geral: "Santo do Pau Oco" é
uma expressão popular utilizada para designar
pessoas dissimuladas, fingidas, que se fazem de boazinhas
e só aprontam escondidas. Mas é claro
que esta expressão tem uma origem, que segundo
alguns pesquisadores, é de caráter histórico
e nos remete ao período colonial, quando para
livrarem-se dos pesados tributos da coroa portuguesa,
comerciantes, escravos e até mesmo clérigos
e governadores provinciais usavam imagens de santos,
entalhados em madeira oca, para dentro das mesmas esconderem
ouro e pedras preciosas, sem ter que pagar a cobrança
do “quinto” (que representava apenas 20%
do valor dos minérios. Não riam) pois
achavam extorsivo.
Segundo Fernado Kitizinger Dannemann, que pesquisou
na obra do folclorista Luiz Câmara Cascudo em
seu Dicionário do Folclore Brasileiro, as imagens
de santo ocas, retornavam ao Brasil recheadas com o
dinheiro falso que os portugueses nos mandavam em pagamento
ao nosso minério. Como afirmam todas as fontes
pesquisadas, não existe prova concreta de nenhum
destes fatos, mas efetivamente as imagens ocas existentes
até hoje é uma indicação
de que realmente ocorriam tais fatos, ainda que alguns
historiadores queiram afirmar que o enchimento dos santos
visavam evitar os saques no transporte de valores, o
mais provável é que o objetivo do truque
fosse para driblar o fisco da coroa, realmente. De qualquer
modo, o nosso lucro ficou na expressão motivada
pelos espertalhões do passado, talvez quem sabe
para nos livrar dos espertalhões do presente.
Segundo o Wikipedia, a versão de que os santos
eram ocos com objetivo de driblar o fisco ou os salteadores
é considerada como lenda, em face da pouca comprovação
dessa utilização. Afirma que "provavelmente,
esse tipo de imagem era feito pelos mesmos motivos que
na Europa, onde, desde a Idade Média as esculturas
em madeira eram escavadas para que as peças rachassem
menos e ficassem mais leves". Por outro lado, não
podemos esquecer o fato de que a expressão permaneceu
no imaginário popular brasileiro, com muita força
em Minas Gerais que é o berço da mineração
no Brasil na época colonial e, como se diz pelo
País a fora, "onde tem fumaça tem
fogo", de modo que vou continuar dando um certo
crédito a lenda.
Em Feira, em períodos pré eleitorais é
quando temos na cidade a maior invasão de "Santos
do Pau Oco", que espalham seus cartazes, outdoors,
cheios de promessas, embora não conheçam
nossa realidade e muito menos nossa necessidades, todos
atrás de nosso mais importante tesouro, nesta
época, nosso voto. Têm a "cara de
pau" de bateram a nossa porta, normalmente acompanhados
por "Santos do Pau Oco" locais, que já
receberam suas quarenta moedas, apertarem nossas mãos,
e assegurarem que vão lutar ou defender os interesses
de Feira de Santana. Podem até nos oferecer uns
presentinhos, algumas moedas ou outra coisa que o incauto
precise, mas como diz o significado da velha expressão
popular, são pessoas dissimuladas, fingidas,
que se fazem de boazinhas, mas que visam apenas o próprio
lucro. Ficarão quatro anos, ganhando um suntuoso
salário, empregando seus asseclas, amigos e parentes
e, quando tiverem oportunidade levarão os benefícios
que puderem para suas terras de origem, suas verdadeiras
bases eleitorais. Feira é apenas, para eles,
uma região de mineração, onde eles
vêm garimpar nossos votos, com promessas que não
serão cumpridas, e que se não abrirmos
os olhos ficaremos com uma representação
fraca, que é o mesmo que receber de volta as
imagens de santo ocas, recheadas com o dinheiro falso
que os portugueses costumavam fazer com os colonos,
afinal nem podemos condená-los, pois como diz
o adágio popular "ladrão que rouba
ladrão...".
No nosso caso, não merecemos cair nas promessas
dos "Santos do Pau Oco" afinal nosso voto
não é fruto de nenhum ato de desonestidade,
é nosso direito a cidadania e, por isso mesmo,
fica inadmissível receber em troca quatro anos
de uma representação parlamentar fraca,
o que talvez seja bem pior de que as imagens ocas com
dinheiro falso que os colonos recebiam. Feirense vota
em candidato feirense, comprometido com as necessidades
e o desenvolvimento de Feira de Santana. A hora está
chegando pensem seriamente nisso.
FONTES
DE PESQUISA DA ORIGEM DA EXPRESSÃO "SANTO
DO PAU OCO": Wikipédia - Blog:
"Minha Filha já pode votar" assinado
pela professora Paola - Matéria na internet assinada
por Francarlos Ribeiro - Site "Curiosidades da
História" e Site "Recanto das Letras",
em matéria assinada por Fernando Kitizinger Dannemann.
Por
Emanoel Freitas
20-Set-2010 20:31
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CUIDADO
COM O "CONTO DO VIGÁRIO"
(DA SÉRIE: "FEIRENSE
VOTA EM FEIRENSE")
Feira
de Santana, por muitos anos sofreu, e ainda sofre em
algumas regiões, com a fama de cidade que abriga
(ou abrigava) muitos espertalhões, para não
usarmos palavras mais pesadas. Fama que até o
notório Lucas de São Gonçalo, que
teimamos em denominá-lo de Lucas da Feira, contribuiu
em muito, mas que a bem da verdade, por estar localizada,
a cidade, em um grande entroncamento rodoviário,
é comum aparecerem por aqui um cem número
de vigaristas de toda espécie, que do mesmo modo
desaparecem sem deixar vestígios. Tipos como
"Neném Cadê a Ema", que apesar
de ser um excelente marceneiro, preferia aplicar "contos
do vigário" em algumas pessoas, do que trabalhar
na própria profissão, e como Neném,
muitos outros povoaram o folclore feirense (estórias
que um dia pretendemos relatar pelo seu caráter
divertido e, não para fazer ode a desonestidade).
A rigor, o feirense de nascimento e de origem, é
cidadão honesto que sempre trabalhou pelo crescimento
e engrandecimento da cidade Princesa do Sertão.
O crime mais comum da região, (que não
devemos confundir com a violência que atualmente
se abate sobre a cidade, pois não é um
problema apenas de Feira de Santana, mas em todo país,
em face da grande desigualdade social, da impunidade,
e da influência da máquina dos desejos
(televisão, hoje comum em todos os lares brasileiros),
induzindo as pessoas, quase que hipnoticamente, a desejarem
tudo que vêm e, muito ou a maioria de bens de
consumo que não têm condições
financeira de possuírem) é sem dúvida
o conhecido e comum "conto do vigário".
E o mais banal é nós mesmo (feirenses),
cairmos nos tais "contos do vigário"
que os aventureiros de ocasião, elaboram e vêm
para Feira aplicar, nos desavisados de fora que por
aqui transitam e, nos gananciosos locais que querem
levar vantagem em tudo e, por isso mesmo, terminam levando
a pior (bem feito para eles).
O "Conto do Vigário" é o delito
que consiste em ludibriar incautos e gananciosos, oferecendo-lhes
grandes vantagens aparentes, como, por exemplo, a venda
de produto valioso (falsificado) por valor bem inferior
ao do mercado (todos nos conhecemos bem esse exemplo),
ou qualquer manobra de má-fé em que se
empregam meios ardilosos para tomar dinheiro aos incautos.
Estes conceitos estão expressos no Dicionário
Houaiss, mas são muitas as versões da
origem do termo "conto do vigário".
O que é comum a todas elas é o uso da
esperteza e a ganância do enganado. Segundo a
seção "Você Sabia" do
Portal Terra, uma das histórias mais conhecidas,
e defendida pela pesquisadora "Denise Lotufo",
teria como palco uma disputa entre dois vigários
em Ouro Preto, ainda no século XVIII. De acordo
com Denise, tudo começou com a disputa entre
os vigários das paróquias de Pilar e da
Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários teria proposto que amarrassem
a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano,
o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia
que o burro tomasse a direção ficaria
com a imagem. O animal foi para a igreja de Pilar, que
acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto
que, o burro era do próprio vigário dessa
igreja. Segundo a pesquisadora, essa é também
uma das possíveis origens da palavra vigarista.
(O livro Os Vigários Mineiros no Século
XIII, de Lourdes Aurora Campos de Carvalho, e Ditos
e Provérbios do Brasil, do já falecido
Luís da Câmara Cascudo, também apresentam
uma versão semelhante.)
Em Feira o momento que mais identificamos esses aventureiros
vigaristas hoje, é sem dúvida, nos períodos
pré-eleitorais, pois tais cidadãos em
busca dos ganhos milionários dos poderes legislativos
estaduais e federais, aparecem em nossa cidade, sorridentes,
fantasiados de benfeitores, distribuindo presente (dinheiro,
que não sabemos a origem) e muitas promessas
que nunca serão cumpridas, e com sorte os veremos
nas próximas eleições daqui a quatro
anos, de cara limpa com novas promessas e novas estórias,
para novamente nos ludibriar. Não caiam nos "contos
dos vigários", pois se não somos
os "santos" evitemos sermos os "burros"
da terra de Santana dos Olhos D'água. Feirense
vota em feirense. Procurem os candidatos comprometidos
com nossa terra.
FEIRA
DE SANTANA: CIDADE ABERTA
(DA SÉRIE: FEIRENSE
VOTA EM FEIRENSE)
Feira de Santana sempre se notabilizou por ser considerada
uma cidade acolhedora, que sabe receber os visitantes
e dar-lhes oportunidades. Condição típica
de um grande centro rodoviário que recebe migrantes
de todas as partes do Brasil. Um feirense é por
excelência gentil, amável, um bom anfitrião
com os que aqui chegam, a ponto de existir uma máxima
local, de que Feira é melhor "madrasta"
do que "mãe". Efetivamente esta afirmação,
se refere a pessoas que se mudam para Feira e, aqui
constroem uma vida, trabalhando e contribuindo com o
progresso da cidade junto com os feirenses, e que muitas
vezes, por conseguirem progredir mais que os feirenses
de nascimento, provocam esta afirmação,
que julgamos um "tanto quanto" infeliz. Mas
de qualquer modo, devemos observar que toda bondade
deve ter limite, e nossa gentileza e amabilidade, tem
que ser revista, repensada e corrigida em alguns pontos,
para não se tornar um estorvo para nosso próprio
futuro.
Vivendo a efervescência das campanhas eleitorais,
não é incomum esbarramos em "carros
de sons", fazendo propagandas de "senhores"
e "senhoras" que nunca vimos dantes em Feira
de Santana, e nem mesmo sabemos de onde saíram.
Impressionante não é? Deixamos de ser
uma cidade acolhedora para virar "casa de mãe
xica (ou de "manxica", como chamam de forma
mais popular)", ou quem sabe, "casa da mãe
joana", talvez "casa de noca" ou "casa
da mãe tonha" (como um certo vereador afirmou
em plenário, após receber uma quantia
suntuosa para prestar apoio a uma candidata que nenhum
vínculo tem com Feira de Santana, como falam
a más línguas nas esquinas da cidade),
uma casa dessas qualquer, que cada um faz o que bem
quer e entende, e ninguém diz nada. Não
é, e nem deve ser bem assim, não podemos
permitir que aventureiros ou aventureiras, que chegam
aqui com os bolsos ou as bolsas cheias de dinheiro,
que nem mesmo sabemos a origem e, sai distribuindo,
com outros aventureiros locais de caráter duvidoso,
que devemos dar o nosso voto. O VOTO é coisa
séria. Só devemos conferi-lo, em candidatos
comprometidos com nossa cidade, pois só assim
traremos progresso para nossa terra, Devemos observar,
mesmo entre os candidatos de Feira de Santana, e que
conhecemos bem, quem está realmente comprometido
com o nosso dia a dia, e não com aqueles que
só vem aqui faturar a eleição e
depois somem no mundo, deixando Feira a própria
sorte.
Acreditar que determinados senhores deputados profissionais,
que destinaram para Feira parcos recursos, que muitas
vezes encontram disponível e não tinham
para onde destinar e, que por oportunismo e esperteza
resolvem destinar para Feira, para depois virem fazer
o cata cata de votos na eleição seguinte,
não é o suficiente para conferirmos nosso
precioso voto a estes oportunistas. Devemos ter seriedade
nesta hora, pois o erro que cometemos nas urnas, só
poderemos corrigi-los daqui a quatro anos e, se usarmos
mal o voto elegendo quem não irá nos defender,
amargaremos quatro anos de atraso.
Feira é uma cidade em franco progresso, e que
necessita de um quadro político de qualidade,
com pessoas comprometidas com a vida feirense, e estes
candidatos podem facilmente ser identificados, pois
não aparecem aqui só em época de
eleição, e é neles que devemos
depositar nosso voto de confiança.
Observem e não esqueçam, quanto tempo
Feira de Santana penou na estagnação,
em fases que nem o lixo era recolhido de forma correta,
as ruas viviam esburacadas, as escolas sucateadas e
muitas vezes tínhamos problemas de vagas para
nossas crianças, exatamente por contarmos com
um quadro de políticos fracos, incapazes de trazerem
benefícios para cidade, de defenderem nossos
interesses, pois vínhamos votando em qualquer
um que aqui aparecia nas campanhas eleitorais, e ficávamos
com uma representação frágil, incapaz
de defender os interesses da cidade. Mudar este quadro
e assegurar que Feira de Santana tenha uma representação
digna, é obrigação dos feirenses
e, de todas as demais pessoas que vivem aqui e que desta
terra tiram o seu sustento, por isso mesmo, temos que
ser coerentes e conseqüentes na hora de escolhermos
quem vamos eleger.
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FRANKLIN
MAXADO SE SENTE DESPRESTIGIADO.
O QUE É ISSO COMPANHEIRO?
Franklim
Maxado deu uma entrevista que está postada no
impagável "Blog do Kuelho" (http://robertokuelho.blogspot.com/2009/12/apos-ficar-nu-no-festival-vozes-da.html),
afirmando que foi excluído da final do "Vozes
da Terra" por ter ficado nu na edição
de 2008, e naturalmente ficaram com medo de que ele
ficasse nu também na final da Edição
do festival em 2009. Honestamente amigo Franklin, não
leve isso tão a sério, a sua nudez não
foi um escândalo tão grave assim, muitos
defenderam de forma veemente a sua nudez teatral naquela
ocasião, nosso bom Dr. Eduardo Leite mesmo, fez
uma defesa velada de sua nudez em seu blog, que nós
recomendamos, (http://eduardoleite.blogspot.com/2008/12/o-poeta-nu.html),
que ao lê-la, muitos ficam com a vontade quase
que irresistível de tirar a roupa e sair nu por
aí, alguns como Lady Godiva para ver se o governo
baixa os impostos, outros por protesto como nosso bom
amigo Franklin Machado e outros por serem naturalistas,
etc., mas o fato é que sua nudez não ofendeu
ninguém a ponto de causar sua exclusão
da final do Festival. Sua apresentação
realmente teve uma performance muito elogiada, mas no
dia de sua eliminatória, o corpo de jurados naturalmente
entendeu que outros mereciam uma oportunidade de irem
para final, afinal de contas, não poderiam considerar
o fato de que isso poderia magoá-lo tanto, até
porque não seria uma razão para sua classificação,
pois se o fosse descaracterizaria o festival, e não
é isso que nós queremos. O Festival não
pode considerar a obra do indivíduo ( a sua por
exemplo é extensa e brilhante) para admitir ou
não a sua classificação, pois se
assim o fizesse, seria um jogo de cartas marcadas e,
demasiado injusto com aqueles que estão começando.
Você Franklin é um intelectual conhecido
e reconhecido em Feira de Santana por todo o seu trabalho,
respeitado e querido pela maioria quase absoluta dos
seu pares, prestigiado sempre que se fala em cultura
em Feira, não é o fato de não ter
sido classificado no "Vozes da Terra" que
vai diminuir ou macular seus méritos, pois sua
obra é intemporal e ultrapassará nossos
dias pois está gravada em placas e documentos
que vencerão o tempo, por isso mesmo, não
deve se incomodar ou magoar com um detalhe tão
pequeno que é uma desclassificação
em um Festival. O Corpo de Jurados do "Vozes",
agiu com a sobriedade e com objetivo de dar oportunidades
a todos dentro de critérios técnicos pré
estabelecidos, e em algum destes critérios eles
julgaram que outros candidatos se saíram melhores
que você meu bom amigo, mas isso não há
de ser nada. O intelectual que você é e,
os valores que você representa, sempre terá
espaço para se manifestar em nossa comunidade,
e não fique encucado com essa história
da nudez de 2008 não. Não vamos pensar
como Nelson Rodrigues, afinal, TODA NUDEZ NEM SEMPRE
SERÁ CASTIGADA.
Por
Emanoel Freitas
Qua,
16-Dez-2009 4:11
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